O Santos, do meia Giuliano, tem que correr mais em busca da reabilitação no Paraná (Raul Baretta/Santos FC) Fora do G4 da Série B do Campeonato Brasileiro e sob pressão dos torcedores e da direção, o Santos viu o jogo desta sexta (14) às 19 horas, contra o Operário, em Ponta Grossa-PR, ganhar contornos de decisão. Uma vitória ameniza a crise na Vila Belmiro, após três derrotas consecutivas, mas um novo revés aumentaria ainda mais a temperatura no clube. Depois de receber uma comitiva da Torcida Jovem na terça-feira (11), no CT Rei Pelé, nesta quarta (12) foi a vez de membros da Sangue Jovem irem ao centro de treinamento conversar com o elenco, comissão técnica e dirigentes. Na pauta das organizadas, a insatisfação diante dos resultados negativos foi exposta através de cobranças e exigências de reabilitação imediata. Além da bronca dos torcedores, o ambiente interno também é de demanda por uma guinada. O presidente Marcelo Teixeira já anunciou, dentro da prometida chegada de reforços, as saídas dos meias Cazares e Nonato, que não vinham sendo utilizados pelo técnico Fábio Carille. O dirigente também colocou até o meia Patrick, que chegou há pouco mais de um mês e meio, na berlinda. Contratação mais cara da atual gestão (cerca de R\$ 5,3 milhões, a serem pagos ao Atlético-MG em 12 parcelas, em 2025), ele só ficará no Alvinegro, segundo Teixeira, se convencer com boas atuações. Irregularidade O problema é que bom futebol não tem sido o forte do Peixe na Série B. Antes de emendar a série negativa de três derrotas, o time havia vencido cinco dos seis jogos, mas sem apresentar a eficiência e consistência vistas no Paulistão. Para piorar, dos nove times enfrentados no campeonato, o Santos só jogou contra dois que estão na primeira página da tabela. Venceu o Avaí, atual quarto colocado, mas perdeu para o líder América-MG. As outras sete partidas foram contra equipes que estão na segunda parte da classificação. E o Peixe perdeu três delas, para Amazonas (12º), Botafogo (17º) e Novorizontino (11º). E ganhou quatro: Ponte Preta (14º), Paysandu (16º), Brusque (19º) e Guarani (20º). Osso duro O rival desta sexta (14), Operário-PR, faz parte do pelotão de cima da tabela. O time paranaense é o oitavo colocado, com os mesmos 15 pontos do Santos, mas tem uma vitória a menos do que o Alvinegro. O Fantasma ainda perdeu em casa nesta Série B, com duas vitórias e dois empates.