Após cinco anos, Lucas Veríssimo destacou a felicidade de reviver a energia do torcedor na Vila (Raul Baretta/Santos FC) De volta ao Santos após cinco anos, Lucas Veríssimo está pronto para reestrear no Alvinegro. Último reforço do Peixe, o zagueiro pode fazer a primeira partida após o retorno contra o Internacional, nesta quarta (18), às 21h30, pela sétima rodada do Brasileirão. Apesar de preferir atuar no lado direito da zaga, o defensor disse que está apto a jogar em qualquer posição, na formação com dois ou três zagueiros. “Já joguei em linha de três, de quatro ou cinco defensores, já fiz lateral no Santos. Em várias funções. Independente disso, temos que nos adaptar e ajudar o Santos. Tenho proximidade com o Luan (Peres), conversei bastante com ele. Com outros jogadores que já joguei na base. Bom reencontrar eles, ver eles mais maduros. Mas a cabeça é em ajudar o Santos a brigar lá em cima”, disse Veríssimo, relembrando a dupla que fez com Luan Peres. O parceiro, suspenso, não enfrenta o time gaúcho. “Nos conhecemos muito bem, nos entendemos. (Luan) É um grande jogador. Voltou mais maduro (da Europa), assim como eu. Se for pra jogar com ele, ele jogar com o Zé, eu jogar com o Zé ou com Adonis. Quem for jogar tem que pensar em ajudar o Santos. Temos números bons, vivemos momentos bons. Temos que evoluir o mais rápido possível. Uma defesa sólida ajuda a equipe”. Crítica ao gramado da Vila O zagueiro comentou sobre a experiência de atuar fora do Brasil e comparou os diversos estilos de jogo que vivenciou nos clubes que defendeu. Veríssimo jogou no Benfica, de Portugal, e no Al-Duhail e no Al-Wakrah, do Catar. “Estive em clube grande em Portugal. Equipes menores vinham fechadas e nós só atacávamos. Contra times grandes mudava a postura. Portugal é isso e muito a parte tática também. Catar é mais contra-ataque e correria. Eles estão trazendo estrangeiros para melhorar a liga. Estão conseguindo, mas tem chão pela frente. Não sei como ficará com a situação, mas é um futebol de transição. O futebol brasileiro, se tiver um gramado bom, acho que é bem jogado. O que é mais difícil aqui hoje talvez seja isso. Inclusive, eu vi uma situação que nunca vi. A Vila Belmiro está com um gramado em condições que eu acho que nunca passei aqui dentro (fazendo fisionomia de contrariado). Para se ter um bom futebol, tem que se começar pelo campo, é um ponto essencial no futebol”. O lado positivo do Alçapão, segundo ele, foi reencontrar o torcedor santista no domingo, quando ele esteve no banco no clássico contra o Corinthians. “Sentir a energia da Vila como no clássico é muito bom. Bom estar de volta onde cresci e amadureci como jogador e homem. Estar e jogar com jogadores desse nível (referindo-se a Neymar e Gabigol) facilita o futebol. Não vejo a hora de estar em campo com eles. Eu só quero estar aqui para ajudar”.