[[legacy_image_28209]] Depois de ver a venda do zagueiro Lucas Veríssimo para o Benfica ser barrada pelo Conselho Fiscal do Santos, o presidente em exercício Orlando Rollo voltou a dizer que o negócio precisa sair, sob pena de não haver dinheiro para o clube "sobreviver" até dezembro. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços Em entrevista coletiva virtual nesta sexta-feira (20), Rollo revelou que a dívida do Santos até o fim do ano fica entre R\$ 53 milhões e R\$ 54 milhões. O valor engloba pagamento de salários, direitos de imagem e pagamentos a outros clubes. "O Santos não consegue sobreviver até janeiro se não negociar o atleta", afirma. "A condição de pagamento do Benfica é ruim. Mas nós conseguimos uma instituição bancária que garante esse valor. O Conselho Fiscal vetou o negócio por questões técnicas. Só que o Benfica está prestes a desistir do Veríssimo", avisa. O clube português oferece 6,5 milhões de euros (cerca de R\$ 41,4 milhões na cotação do dia). A referida instituição bancária anteciparia o valor à vista, mas faria um desconto de 15%, "porque o parcelamento do Benfica excede cinco anos", segundo Rollo. "O Comitê de Gestão fez a sua parte. Buscamos uma proposta com valor razoável. Não é o melhor negócio do mundo, mas não é o pior. Temos que levar em conta que a proposta veio em meio à pandemia, com janela fechada". De acordo com o dirigente, o Santos tem R\$ 5 milhões a receber de diversas fontes até dezembro. Uma quantia mais significativa só deve entrar nos cofres alvinegros em março, após o término do Campeonato Brasileiro. Seria o repasse da TV Globo pela participação do time no Campeonato Brasileiro. "Só que o valor varia conforme a colocação final. Não sabemos em qual colocação o Santos vai terminar. Por isso é necessário negociar o atleta. E ele quer sair", salienta. Ainda de acordo com Orlando Rollo, o Santos renovou o contrato de Lucas Veríssimo por seis meses recentemente. Nessa negociação, o clube aumentou em cinco pontos percentuais sua participação nos direitos do atleta, de 80% para 85% - os 15% restantes são dele. Para isso, antecipou um gatilho salarial previsto em contrato para o ano que vem. Do outro lado, o Conselho Fiscal vetou a venda de Veríssimo por entender que o negócio com a instituição bancária poderia deixar pendências para futuras gestões do Santos. Caso uma nova proposta venha a ser apresentada, será analisada, de acordo com integrantes do órgão. Em condições normais, a diretoria não precisaria de aval do legislativo para fazer negócio. Contudo, o estatuto do Santos prega que, faltando três meses para o fim de qualquer administração, compra e venda de jogadores só podem ser feitas com aval do Conselho Deliberativo, a quem o Conselho Fiscal está subordinado. O Santos elege novo presidente no próximo dia 12.