Carille será mantido mesmo em caso de derrota no próximo jogo (Sílvio Luiz/ AT) O técnico Fábio Carille não corre o risco de ser demitido mesmo se o Santos perder o próximo jogo pela Série B do Campeonato Brasileiro, contra o Mirassol, na próxima terça (25), às 19 horas, em Mirassol. A garantia foi dada pelo presidente Marcelo Teixeira em entrevista na manhã desta sexta (21), no CT Rei Pelé. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! "Pressão existe e tem que ser administrada com coerência. Resultado é importante, mas temos que ver o desenvolvimento do trabalho e a avaliação por quatro resultados negativos, que é incomum. Não lembro da minha gestão ter quatro resultados negativos. Por isso, o presidente não presta? O trabalho de reestruturação não presta? Temos que ver o desempenho do que é apresentado. Se o desempenho puder afetar o objetivo, sim, mas não é o caso. Estamos com controle, jogando uma série diferente e sabedores que o Santos não se apresentará tão bem, mas precisa ganhar para alcançar o objetivo. Série B não é espetáculo. É jogar bem ou mal e ganhar". Erro da direção O mandatário reconheceu que o jogo contra o Botafogo, em Londrina-PR, foi um erro de planejamento. "Foi um erro da diretoria, não da comissão ou atletas. Atingimos os objetivos ao transferir o mando de jogo para Londrina. Queríamos prestigiar os torcedores do Paraná. Uma festa, menos no aspecto esportivo e técnico. Um erro, porque tivemos quatro jogos fora da Vila Belmiro. Se escolhêssemos outro jogo, com intervalo diferente, possivelmente estaríamos com três pontos a mais na tabela. Não se ganhou porque a Vila tem aspecto diferente", disse. Teixeira confirmou que o clube vai mandar os jogos no Alçapão, mas não descartou que a equipe jogue em outras praças futuramente. "O desgaste dessa sequência de jogos fez com que a programação não fosse tão adequada na busca de pontos para o Santos seguir na ponta da classificação. Revisto isso, vamos estudar outras alternativas sobre mando de jogos. Por enquanto, jogos confirmados na Vila Belmiro". Reforços à vista e possíveis saídas Questionado sobre as negociações para a contratação de reforços, na reabertura da janela de transferências, no dia 10 de julho, Teixeira não citou nomes, nem posições que o clube pretende investir. E também não esclareceu a situação de jogadores que não vêm sendo utilizados por Carille, como o meia Patrick e o atacante Morelos. "Eu prefiro não falar nomes e posições. Temos clareza das necessidades das posições que o Santos possui. É natural por conta de dispensas ou lesões. Está sendo feita a avaliação de mercado, existem tratativas adiantadas, outras que temos que esperar. Não é preciso se precipitar. O mercado ficará aquecido e surgirão oportunidades. O futebol vem avaliando com critério. Vamos fazer as reposições de acordo com as necessidades". O dirigente também se esquivou sobre a situação de Patrick e Morelos, contratações caras que não tiveram, principalmente o atacante colombiano, desempenhos satisfatórios. "Prefiro não citar nomes. Todos os clubes têm os disponíveis participando e outros sendo negociados. Montamos uma equipe em dezembro para a disputa do Campeonato Paulista e início da Série B. Todos os contratos foram feitos baseados num tempo limite para avaliarmos as contratações. A maioria deu certo. Não só por ser finalista, mas pela vaga na Copa do Brasil. Um elenco qualificado que exige que o Santos, nesta janela, faça as contratações necessárias. Os investimentos que serão feitos nessa reposição são baseados nas limitações que o Santos possui".