Pedro Caixinha entende que, apesar dos tropeços diante de Palmeiras e Velo Clube, o Santos está no caminho certo rumo ao crescimento (Reprodução/X) O Santos ainda não conseguiu jogar bem no Campeonato Paulista. Em quatro jogos, ganhou um, empatou outro e perdeu os dois últimos, o mais recente deles no sábado, por 2 a 1 para o Velo Clube, que ainda não havia ganhado de ninguém. Apesar do retrospecto ruim, o técnico Pedro Caixinha mantém a calma e a confiança no trabalho desenvolvido. “Estamos tristes pela forma como aconteceu (a derrota). Mas estamos muito calmos e tranquilos em relação àquilo que chamamos de dores do crescimento. Há uma ligação ainda com o passado, naturalmente algumas dúvidas sobre o processo, mas é nesse momento que temos que seguir em frente convictos do que queremos”, declarou o português em Rio Claro. Contra o Velo Clube, o Santos teve um começo de partida aceitável. Porém, foi piorando com o passar do tempo. Na etapa final, acabou engolido pelo Velo Clube, que criou chances, abriu 2 a 0 e só foi ameaçado nos acréscimos, após os santistas diminuírem o placar. “Acho que perdemos o jogo no início do segundo tempo. A equipe voltou mal para o jogo, começou a ficar apática, perder disputas de bola. O adversário começou a chegar mais vezes na nossa área”, comentou Caixinha. “Não conseguimos colocar a bola na área mais vezes”. Escalação Em Rio Claro, o treinador do Santos surpreendeu na escalação ao formar o ataque com Miguelito e Luca Meirelles, além de ter iniciado a partida com Patrick e Gabriel Bontempo. Para o português, trata-se de um processo natural em função das circunstâncias. “As alterações são mais que necessárias. O grupo é reduzido. Se olhar para a linha defensiva, temos dois laterais direitos, dois esquerdos, quatro zagueiros e podemos fazer, sim, alterações. Os jogadores têm sofrido a sobrecarga. É notório que tínhamos que submeter a equipe a alterações. Se não, corremos sérios riscos de perder alguns jogadores”. Expectativa de reforços Após contratar cinco reforços – sem contar com o argentino Alvaro Barreal, que já treina no CT Rei Pelé, mas ainda não foi anunciado oficialmente –, o Santos segue no mercado. A expectativa é que a semana seja marcada por anúncios. O principal deles seria Neymar. Acertado com a direção santista, o jogador negocia a rescisão de contrato com o Al-Hilal. O vínculo do jogador vai até julho, mas, sem espaço por lá, ele pode sair antes. O Santos também tem um acerto com o atacante Gabriel Verón, revelado no Palmeiras, que disputou a última temporada pelo Cruzeiro. Ligado ao Porto, ele viria por empréstimo de um ano. O Santos ainda aguarda uma resposta afirmativa do meia Zé Rafael. O jogador não está fora dos planos de Abel Ferreira no Palmeiras. Contudo, o português não se opõe a uma eventual negociação, pois já recebeu reforços para a posição, entre eles o uruguaio Emiliano Martínez. Do Palmeiras também pode vir Rony, esse sim completamente fora dos planos da comissão técnica. O problema, nesse caso, é que o Santos teria de comprar os direitos econômicos do atacante, além de bancar um alto salário. Recentemente, o Fluminense tentou e não conseguiu chegar a um acordo com ele.