Ameaçado de demissão, o técnico Pedro Caixinha só deve ficar na Vila se vencer o Galo (Raul Baretta/Santos FC) O técnico Pedro Caixinha reconheceu o péssimo início do Santos no campeonato, com apenas um ponto conquistado dos nove disputados, mas garantiu que o mau momento só o deixa com mais “força interior” para reverter a situação. Ameaçado no cargo, o treinador deve ser mantido até o jogo contra o Atlético-MG, nesta quarta-feira (16), na Vila. O Santos está na zona de rebaixamento,na 18ª posição. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Em primeiro lugar, assumir todo esse mau início. É indiscutível, os resultados falam por si. São resultados que fazem a diferença em termos daquilo que é a nossa vida como treinadores. Mas isso não muda a forma como eu vejo o jogo, não muda na forma como eu me predisponho a trabalhar, não muda aquilo que é a minha crença em termos da minha capacidade de levar o grupo a fazer aquilo que temos capacidade para fazer. Isso me dá ainda mais força, eu tenho essa força interior”, afirmou após o revés no Maracanã. Jogo não encaixou Apesar das mudanças na equipe titular para o início do jogo, testadas durante a semana passada, com as entradas de Leo Godoy e Diego Pituca, em lugar de JP Chermont e Gabriel Bontempo, o jogo do Santos não encaixou contra o Fluminense. “Não deu praticamente nada certo em termos daquilo que foi a primeira parte. Nós queríamos criar uma superioridade numérica contra o meio campo do Fluminense, com quatro jogadores. Tínhamos cinco jogadores para isso, sendo um deles o Escobar, quando a bola vinha pelo lado contrário. Os dois volantes, o João Schmidt e o Diego Pituca, o Rollheiser e o próprio Thaciano, não tanto na associação, mas no posicionamento para poder ocupar o espaço”, explicou Caixinha. “Sabíamos que os dois centroavantes, o Lima e o Cano, iriam pressionar a primeira linha. Os dois volantes normalmente não vinham. O Martinelli foi um pouco mais à frente. Nós não conseguimos criar a superioridade e encontrar esses espaços para poder ter mais a bola, as associações e criar desiquilíbrio do lado do Arias, que é aquele jogador que normalmente não desce para ajudar o lateral, como faz o Canobbio. Mas não ter bola foi difícil fazer isso. Isso fez com que a equipe estivesse longa, sem ocupar bem os espaços”. Elogios a Neymar Caixinha elogiou o empenho de Neymar, que voltou a jogar após quase um mês e meio fora dos gramados. Para o técnico, apesar da falta de ritmo, o craque se empenhou e mostrou que pode liderar a equipe no processo de recuperação no campeonato. “Trata-se de um regresso após 12 anos ao Brasil, mas ele tem um capital de maturidade e experiência, de saber lidar com esse tipo de situação. O grupo também tem essa capacidade, a forma como entende a importância que ele tem no grupo. Voltou agora a jogar, infelizmente depois de tanto tempo, obviamente ainda está à procura do seu ritmo. Fez um grande esforço para encontrar o equilíbrio e a capacidade de estar mais preparado. Hoje, viu-se que é um jogador totalmente diferenciado, mesmo ainda não tendo esse ritmo de jogo. E está com vontade de levar a equipe no caminho que ele muito bem conhece”.