[[legacy_image_17015]] Cuca chegou ao Santos dizendo conhecer as dificuldades do clube e disposto a ajudar, inclusive na relação entre a diretoria e o elenco, que está com salários atrasados. Não se pode afirmar que os problemas externos estão ligados aos resultados no campo – três derrotas e dois empates nos últimos cinco jogos –, mas na primeira partida sob o comando do treinador uma marca interessante: nenhum jogador punido por cartão, nem amarelo. Houve ainda elogios à postura mais ofensiva da equipe. O empate em 1 a 1 no último domingo, na Vila Belmiro, diante do Red Bull Bragantino, pela primeira rodada do Brasileiro, não foi o resultado desejado, ainda mais com o gol adversário nos acréscimos. Entretanto, o time brigou, perdeu pênalti, chances e não terminou a partida com um jogador a menos. A relação com os cartões vermelhos começou antes da pausa do futebol brasileiro pela pandemia. O meia Jobson foi expulso contra o São Paulo, e o Peixe que vencia o jogo viu o rival virar o placar. Depois, já na retomada do Campeonato Paulista, foram expulsos Carlos Sánchez, Uribe e Marinho, respectivamente contra Santo André, Novorizontino e Ponte Preta. Otimismo O atacante Kaio Jorge, lançado pelo treinador ao principal do Santos em 2018, destacou a mudança na forma de jogar. “O professor Cuca é experiente, de grupo, sabe lidar com muitos tipos de situação. O modo de jogar já foi um pouco diferente, fomos mais agressivos", disse o jogador. Momentos antes, o atleta havia sido elogiado pelo treinador, que evitou comparações entre o jogador santista e o atacante Gabigol – cria do Santos, hoje no Flamengo. Cuca, entretanto, lamentou as oportunidades perdidas. “Infelizmente, não estávamos em um momento de moral elevado, porque se estivéssemos, você faz o jogo e não leva o jogo para o perigo como foi”, disse. “O problema é que nesse tipo de jogo temos que matar a partida, tivemos chances para isso”.