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Terça-feira

12 de Novembro de 2019

Sérgio Guedes sonha com a Portuguesa Santista

Técnico não esconde desejo de voltar a treinar a Briosa

Comandante da Portuguesa Santista em 2018, na campanha do vice-campeonato que levou o time da terceira à segunda divisão estadual, onde também dirigiu a equipe no primeiro semestre deste ano, o técnico Sérgio Guedes vive um período sabático. Sem disposição para aceitar qualquer convite, o treinador prioriza um retorno à Briosa em 2020. 

“Eu tive convites para jogar o Campeonato Brasileiro, dessas equipes que jogam (na zona da) degola. E, de verdade, meu sentimento é tirar isso da minha vida, de pegar trabalho em andamento com as coisas não caminhando bem. Foram, principalmente, de alguns times da Série C”, disse Guedes para A Tribuna

Para o técnico, de 56 anos de idade e 15 anos na função, assumir times que lutam contra o rebaixamento, no meio da competição, é um desgaste que não vale mais a pena enfrentar neste momento da carreira. 

“Acho que não é mais interessante. Por mais que você faça, simplesmente tira o time do rebaixamento e evita o pior. Ou, às vezes, melhora e reage, mas não o suficiente (para evitar o descenso)”, avalia. 

Identidade rubro-verde 

Morador de Santos, Guedes tem grande identidade com a Briosa, onde encerrou a carreira como goleiro, em 2003, e iniciou a nova função, de técnico, em 2005. E não descarta uma volta ao comando do time na próxima temporada. 

“A prioridade é da Portuguesa Santista, mas vai ter eleição em outubro (para presidente do clube). Não acho que isso será a razão principal, porque imagino que o presidente (Emerson Coelho) tem noção do que pretende fazer. É um trunfo que ele tem na mão pra trazer parceiros”. 

Breve

Apesar da disposição em retomar o bom trabalho desenvolvido na equipe rubro-verde, que inclui, além do vice da Série A-3 em 2018, a classificação entre os oito finalistas da Série A-2 em 2019, Sérgio Guedes espera definir uma possível volta em breve. 

“Primeiramente, é definir o que a Briosa pensa, se organizar para isso. Acho que teria que se fazer um pré-contrato, a Portuguesa vai começar de novo do zero (a montagem do elenco), isso é perigosíssimo, mas é uma realidade que o clube enfrenta”, observa. 

Sondado por equipes do Interior de São Paulo, o treinador espera não ter que voltar ao Ulrico Mursa como rival da Briosa na segunda divisão paulista em 2020. 

"Eu preciso, a partir das próximas semanas, encaminhar (o próximo trabalho), porque convites vão surgir. Não gostaria de ser um adversário da Portuguesa, mas é o que mais está acontecendo. A expectativa é, caso isso ocorra (o convite da Briosa), a gente possa montar um time capaz de representar bem o clube”. 

Presidente diz que o técnico é prioridade

Com eleições programadas para outubro, o atual presidente da Briosa, Emerson Coelho, não tem certeza se vai concorrer à reeleição. Ele condiciona a sua candidatura à conquista de apoios para dar seguimento ao trabalho, iniciado em outubro de 2017.

“Mas apoio financeiro na atual situação do País não é fácil. As pessoas têm até boa vontade, mas sem apoio financeiro fica difícil tocar. Minha inteligência tem que ser maior do que o meu ego”.

Ele lembra que o processo eleitoral do clube prevê inicialmente, em outubro, a escolha do novo Conselho Deliberativo, que elege a mesa. Após constituída, a nova mesa do órgão convoca as eleições presidenciais.

“A gente está trabalhando para tomar a melhor decisão. Tem que fazer muita conta para dar o passo certo, um sinal de muito respeito com a Portuguesa”.

Se decidir concorrer e for eleito, o dirigente também prioriza a volta do técnico Sérgio Guedes, mas a indefinição política adia qualquer decisão.

“Nosso estatuto colocou as eleições no momento errado, deveriam acontecer no meio do ano e não em outubro. O Sérgio é prioridade absoluta, mas infelizmente a culpa não é dele, não é minha, mas do momento do processo eleitoral, que é estatutário”.

Ao contrário, no entanto, do que disse Guedes, Emerson Coelho garante que a Briosa não começaria a montagem do elenco para 2020 do zero, pois o clube tem sete ou oito jogadores emprestados que seriam a base inicial para o trabalho.

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