[[legacy_image_226611]] A mudança global do clima foi observada a partir do século 19, com o aumento da temperatura da Terra pelo uso de combustíveis fósseis na Revolução Industrial. Mas foi somente a partir da Conferência de Estocolmo, de 1972, primeiro evento organizado pela ONU para discutir questões ambientais mundiais, que o tema passou a ser pauta de discussões. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Após Estocolmo, as mudanças climáticas ganharam relevância na Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92, onde foi criada a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. As COPs tiveram marcos importantes a fim de limitar o aquecimento global inicialmente em 2ºC e, mais recentemente, estabilizar em 1,5ºC na COP21, em Paris. O Acordo de Paris trouxe importantes decisões, entre elas que todos os países deveriam se comprometer com metas de redução de emissões. O Brasil teve um protagonismo importante desde 2010 na COP16, onde definiu e lançou suas metas de redução de emissões e regulamentou sua Política Nacional sobre Mudança do Clima, criada em 2009. Em 2021, o Brasil ainda se comprometeu a ampliar sua ambição para 50% de redução até 2030 e alcançar emissões líquidas até 2050. O setor portuário tem muito a contribuir, e as empresas que já têm compromissos ESG claros terão protagonismo nestas discussões. Impactos das mudanças climáticas já são observados em alguns portos brasileiros, e impactos maiores já são previstos para portos como os de Santos até 2030 e 2050, de acordo com estudo publicado em 2021, que avaliou os impactos e riscos da mudança do clima em 21 portos brasileiros. A Santos Brasil vem fazendo a sua parte. É signatária do Pacto Global da ONU desde 2013, está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e já assumiu, entre seus principais desafios, o compromisso de contribuir ativamente para a conservação do meio ambiente e para o desenvolvimento humano. Para guiar nossa estratégia sustentável e direcionar nosso dia a dia, elaboramos a Política de Sustentabilidade da Companhia, baseada nos padrões ambientais, sociais e de governança corporativa (ESG). Um dos resultados desse empenho é a inclusão de ações da Santos Brasil na carteira de estreia do Índice S&P/B3 Brasil ESG. Também estruturamos e mantemos o Comitê de Sustentabilidade, liderado por nosso diretor-presidente, responsável por definir as metas socioambientais e monitorar todas as ações que desenvolvemos para a redução de emissões de CO2, gestão de água e resíduos e fortalecimento da cultura de segurança. Indicadores específicos nos permitem avaliar o alcance das metas, identificar avanços e oportunidades de melhoria. Apresentamos anualmente nossos resultados econômicos, sociais e ambientais aos públicos de interesse, de forma transparente e objetiva. Em 2020, definimos metas atreladas à remuneração da alta liderança e dos demais funcionários: reduzir em 15% as toneladas de emissões de CO2/TEU, 30% o consumo de água m3/per capita e 50% a geração de resíduos/TEU até 2024. Estamos firmemente engajados na estratégia de transformar a nossa companhia em Carbono Neutro. Esse é nosso desafio para fazer com que o futuro seja promissor para as próximas gerações.