Plano metropolitano seria solução inteligente para os municípios da Baixada Santista

Economistas defendem orçamento em conjunto para resolver questões regionais

Respeitadas as singularidades, especialmente em economia e mercado profissional, os nove municípios da Baixada Santista se entrelaçam em aspectos como meio-ambiente, necessidades de infraestrutura, transporte e até saúde, considerando que moradores de algumas localidades acabam recorrendo a outras para atendimento médico.

Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! 

Emprego é outro fator, porque não são poucos os que residem na chamada “cidade-dormitório” e trabalham ou estudam no município vizinho, ou até no seguinte por falta de oportunidades mais próximas.

Mas, apesar de intitular-se Região Metropolitana, a Baixada Santista não agrega planejamentos intermunicipais da forma mais eficaz, dizem os especialistas.

“Olha como seríamos se pudéssemos integrar recursos! Cubatão tem a indústria, São Vicente tem o comércio, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe a pesca... Santos tem o Porto, hotelaria, gastronomia... Imagina uma região quase que autossuficiente! Onde todos se ajudassem, produtos e serviços circulassem entre os municípios?”, sonha o administrador financeiro Márcio Colmenero.

O economista defende uma gestão metropolitana mais forte, que recomece em 2021 possibilitada pelo início de novos mandatos. “Livre de partidos, interesses políticos... Os interesses são populacionais, colocando nossos 1 milhão de pessoas à frente de qualquer siga. Cada prefeito contribuindo com a sua parte para que o todo cresça”.

Resultados a médio e longo prazo

O especialista em finanças Marcelo Rocha defende um ponto de partida o quanto antes, para que se possa chegar aos resultados. “Sabemos que demora. Provavelmente, quem começar com a reescrever agora a maneira de governar não vai colher os frutos do que plantou. E políticos costumam ansiar por fazer só o que podem registrar de quatro em quatro anos. Por isso que o verdadeiro plano metropolitano nunca acontece”.

Para ele, a medida traria benefícios importantes, como desafogar sistemas de Saúde das cidades mais estruturadas. “Santos acaba se destacando em orçamento, por isso apresenta melhores condições. Mas a falta de atendimento para questões específicas nos demais municípios faz com que moradores venham de longe para recorrer ao SUS aqui, o que sobrecarrega a rede. Isso não é vantajoso para ninguém”.

Tudo sobre: