Candidatos à prefeitura de Santos falam sobre resultado de pesquisa eleitoral

Os três candidatos com maiores índices percentuais são Rogério Santos (11,1%), Vicente Cascione (10,9) e Banha (7,5%)

Um dia após a publicação do cenário da corrida eleitoral em Santos, com levantamento feito pelo Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT), os candidatos à prefeitura falam como viram o resultado da pesquisa.

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Os três candidatos com maiores índices percentuais são Rogério Santos (11,1%), Vicente Cascione (10,9) e Banha (7,5%). Tecnicamente, eles estão empatados em primeiro. Outros 46,8% ainda não sabem em quem votar.

Para Rogério Santos (PSDB), a pesquisa mostra excelente aprovação do governo e indica que a Cidade está no caminho certo. “Recebo com serenidade o resultado, porque estamos no começo desta caminhada”.

Para Vicente Cascione (Pros), o objetivo é devolver à Santos a grandeza e o progresso. “Meu afeto e gratidão pelo 1° lugar. Fico imensamente honrado pelo reconhecimento e respeito à história de minha vida”.

Antonio Carlos Banha Joaquim (MDB) diz que vê com naturalidade o resultado da pesquisa. “Acredito no meu trabalho enquanto vereador e tenho certeza que posso fazer muito mais pela cidade como prefeito”.

Mais candidatos

João Villela (Novo), que aparece com 1,9% da preferência, diz que o número de indecisos mostra que muitos procuram novo rumo para a cidade. “Ser o primeiro fora dos velhos nomes da política nos dá bastante ânimo”.

Na sequência, aparece Douglas Martins (PT), com 1,6%, que vê a pesquisa mostrando um quadro transitório. “Ela capta um momento preliminar e ainda tem muita coisa para acontecer. Eu me vi bem”.

Com a mesma porcentagem, delegado Romano (DC) diz que divulgará demandas inovadoras e diferenciadas. “Somos representantes da direita, que tem identidade com o governo federal, seus valores e diretrizes”.

Bayard Umbuzeiro (PTB), com 1% da das intenções, diz que vai esperar “o momento certo da campanha para demonstrar quem somos e o que propomos fazer para mudar Santos para valer”.

Também com 1%, Guilherme Prado (PSOL) acredita que “os 46% de indecisos são fruto da desilusão com a política”. “Queremos mudar isso apresentando um projeto radical de transformação social na cidade”.

Ivan Sartori (PSD) aparece logo atrás, com 0,9%, e argumenta que prefere não se basear pelos números agora. “Estamos iniciando a campanha e os santistas ainda não conhecem os candidatos e suas propostas”.

Já Tanah Corrêa (Cidadania), que tem 0,8% das intenções, explica que a pesquisa é sempre um momento. “Dentro das perpectivas existentes hoje, o que a população mais deseja é uma novidade política”.

Na sequência, vem Marcelo Coelho (PRTB) com 0,5%. Ele diz que a campanha será para o conhecerem. “Vou concentrar meus esforços para divulgar minha candidatura e para que as pessoas me conheçam”.

Empatado, Thiago Andrade (PCdoB) ficou animado com o resultado. “Vamos seguir conversando sobre o nosso projeto de cidade, quem tem como centro a construção de um novo pacto econômico e social”,

Outros candidatos

Moysés Fernandes (PV), com 0,4%, acredita que temos uma massa descontente e de outras eleições. “As pessoas não enxergavam nos candidatos uma solução para Santos e ainda não pensam no processo eleitoral ”.

Com 0,3%, Luiz Xavier (PSTU) diz que a pesquisa reflete a desigualdade que prevalece em favor dos maiores partidos e dos que estão no poder. “Isso tem um preço e quem irá pagar será o povo mais pobre”.

Marcio Aurélio Soares (PDT), empatado com a mesma porcentagem, explica que os candidatos com destaque na pesquisa estão mais na mídia. “Temos um programa de governo bem definido”.

O candidato Carlos Paz (Avante) foi procurado pela Reportagem, mas não respondeu até a publicação desta matéria.

A pesquisa

A diferença está dentro da margem de erro, que é de até 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos. O resultado é da pesquisa estimulada, quando um disco com os nomes dos postulantes é mostrado aos eleitores. O IPAT fez 800 entrevistas na Cidade, nos dias 15 e 16 de setembro. O nível de confiança da pesquisa, registrada na Justiça Eleitoral sob o número SP- 02729/2020, é de 95%. 

Para o cientista político Alcindo Gonçalves, coordenador do IPAT, é um cenário totalmente aberto, a menos de dois meses do primeiro turno da eleição, em 15 de novembro. 

“Há empate técnico, dentro da margem de erro, entre os três (Rogério, Cascione e Banha), mas com vantagem numérica dos dois primeiros. É quase um empate matemático entre Rogério e Cascione”. 

 

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