Vaca desfila por rua de Guarujá: lixo espalhado e bagunça estabelecida (Reprodução) Uma "revolução dos bichos", diferente da descrita pelo livro de George Orwell, está em curso em duas cidades da Baixada Santista. Em Guarujá e Mongaguá munícipes se queixam da presença de animais em vias públicas - ou até nas garagens das casas. Um grande problema, que exige soluções das autoridades. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Esses animais são de porte grande: vacas, cavalos e até búfalos. Nós não sabemos exatamente quem é o dono, mas sabemos que na entrada do Morrinhos tem, assim como na Vila Edna. Eles soltam para eles andarem. Em vez de soltar em algum local específico, soltam no meio urbano”, conta o técnico em informática Gutemberg Fernandes Braga Macedo, de 35 anos, que mora na Rua Dez, no Residencial Victoria Park (bairro Vila Júlia). Segundo ele, os animais passeiam por avenidas junto de ônibus e outros veículos, e entram no conjunto residencial. “Eles passam pelos portões, entre as entradas de um veículo ou outro. E vêm em forma de rebanho”, espanta-se o morador, que diz que já foram feitas tentativas de liquidar o problema, inclusive buscando o Centro de Zoonoses da Prefeitura. “Eles não têm como retirar, e a gente fica vendido. Já fiz algumas postagens em redes sociais, para que chegassem ao Poder Público. As pessoas colocam o lixo na rua, antes da coleta passar, e as embalagens são rasgadas. Uma outra cosia que chama a atenção é o número de carrapatos nas casas. É um acúmulo e situações, que geram a indignação dos moradores”, acrescenta Guttemberg. Litoral Sul Enquanto isso, em Mongaguá, a dona de casa Madalena Maria Silva de Medeiros, de 59 anos, convive com problema semelhante. Moradora da Rua do Sol, no bairro Flórida Mirim, ela questiona a presença de animais “passeando” pelas ruas do bairro. “Comprei essa casa aqui em 2018, e viemos morar em definitivo em 2020. Sempre acontece desse gado passar. Às vezes, chega a reunir uns 15 ou 20 que passam pela rua, rasgando sacos de lixo. Fica uma sujeira danada, e o dono não faz nada. Dá medo da gente ficar perto”, descreve ela. Outro lado A Prefeitura de Guarujá informa que, na manhã de quinta-feira (8), uma equipe da Unidade de Vigilância em Zoonoses realizou uma inspeção minuciosa no endereço denunciado pela reportagem. Nenhum carrapato foi identificado nas vias ou moradias que abriram as portas para a vistoria. "Para denunciar animais de grande porte soltos em vias públicas ou sob maus-tratos, a população pode acionar diversos canais de comunicação oficiais. São eles os telefones da Diretoria de Proteção e Bem-Estar Animal (13) 3387-7197; Guarda Civil Municipal (13) 3344-1400; Secretaria de Meio Ambiente e Segurança Climática (13) 3308-7885/7888; ou da Unidade de Vigilância em Zoonoses (13) 3355-6306. O serviço de fiscalização ocorre de maneira integrada entre os setores citados, tanto para o recebimento de denúncias, quanto para o controle do cumprimento das leis", reforça a Administração Municipal. Segundo ela, os Códigos de Posturas Municipal (Lei 44/1998) e Sanitário Estadual (Lei 10.083/1998) preveem que os tutores sejam autuados com sanções que variam de R\$ 324,15 a R\$ 394,7 mil. Havendo reincidência, o tutor perde a posse do animal. Já em Mongaguá, o setor responsável pelo recolhimento de animais do tipo é a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ). "Para que os casos possam ser acompanhados com maior brevidade, foi feita uma solicitação de abertura de processo para contratar uma empresa especializada em casos do tipo. Os tramites legais estão em andamento", diz a Prefeitura, em nota. "A Prefeitura informa, também, que condutores de veículos de tração animal, como charretes e carroças, terão de pagar 30 Ufesps (R\$1.027,8) para a liberação dos veículos ilegais apreendidos, além dos encargos de remoção. Serão cobrados 20 Ufesps (R\$685,2) para a remoção dos animais recolhidos", complementa a Administração Municipal.