Uma das maneiras de descobrir a doença antes consiste em fazer o autoexame, no qual se observam e tocam os seios para identificação de possíveis alterações nas mamas (Adobe Stock) O câncer de mama é um dos tipos mais comuns e letais. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) estimam que o Brasil terá 74 mil casos novos da doença até ano que vem, dos quais mais de 20 mil no Estado. Neste mês da campanha Outubro Rosa, o objetivo é alertar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Uma das maneiras de descobrir a doença antes é o autoexame, no qual se observam e tocam os seios para identificar possíveis alterações nas mamas. Entre os sintomas, estão tumores palpáveis nas mamas e nas axilas, afundamento da pele, abaulamento da mama ou dor — pois o tumor gruda na pele e provoca ulceração. O mastologista do Hospital do Coração (HCor) e do Hospital Santa Catarina de São Paulo, Ricardo da Costa Pinto, ressalva que “o autoexame depende da sensibilidade da paciente. Elas só vão sentir (a presença do tumor) numa fase muito mais avançada”, explica. Por isso, enfatiza a necessidade de mamografia e ultrassonografia, em busca de diagnóstico precoce e, consequentemente, cura. “O recomendado é fazer a primeira mamografia a partir dos 40 anos, todo ano.” Causas e prevenção Ricardo Pinto diz que o surgimento do câncer de mama tem relação com o estilo de vida. O Inca recomenda praticar atividade física, manter peso corporal adequado, alimentação saudável e evitar ou reduzir o consumo de bebidas alcoólica como meios de prevenção. O mastologista Ricardo Zecchetto Saez Ramirez observa que uma forma de prevenção é o “rastreamento populacional, principalmente na faixa etária entre 40 e 75 anos, fazendo as pacientes realizarem exames à procura de alguma suspeita. Isso se chama prevenção secundária. A gente não tem uma prevenção primaria para acabar ou diminuir o câncer de mama, mas tem como detectar precocemente”. Cidades locais têm programação de prevenção e tratamento Apesar de não haver mutirões de mamografias na Baixada Santista durante este Outubro Rosa, praticamente todas as cidades da região têm programação voltada à campanha. Em Santos, haverá atividades como palestras e rodas de conversa. O próximo sábado, das 9 às 15 horas, será Dia D, com exames e consultas mediante agendamento, e todas as policlínicas oferecerão consultas e exames para prevenção e tratamento dos cânceres de mama e colo de útero. Neste mês e no próximo, haverá 4.840 mamografias, 2 mil acima do de costume. São Vicente terá rodas de conversa, palestras, minissalões de beleza, testes rápidos, coleta de preventivos e distribuição de brindes em parte das unidades de Saúde da Família. Para fazer mamografia, é preciso buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde, para eventual encaminhamento médico. Mulheres de 40 a 50 anos, podem realizar o exame de rotina todo ano, sem pedido médico. Em Praia Grande, o Programa Conviver fará caminhadas no entorno das unidades de Saúde para alertar moradores da prevenção do câncer de mama. A Cidade tem demanda de cerca de 950 solicitações de mamografia e capacidade de realizar até 1,1 mil exames por mês, com tempo médio de espera de 30 dias. Para mamografia diagnóstica, aguarda-se menos de um mês. Guarujá também terá atividades como uma caminhada, no dia 25, e palestras e atividades até dia 31. Estado No programa Mulheres de Peito, o Estado faz rastreio contínuo em mulheres de 50 a 69 anos, para identificação precoce do câncer de mama e tratamento. Mais de 50 mil mamografias foram feitas pelo programa de janeiro de 2023 a setembro deste ano. Até julho, houve 46.754 mamografias na região abrangida pelo Departamento Regional de Saúde (DRS) da Baixada Santista.