[[legacy_image_217545]] Não faltou emoção e alívio aos familiares do menino de 4 anos que teve alta hospitalar nesta terça-feira (25), em Santos, após ter oito costelas e o braço quebrados pela mãe e o padrasto. A tia do garoto, a autônoma Jéssica Santos Brasil, de 32 anos, foi uma entre os parentes presentes na saída da criança, que esteve internada na Santa Casa de Santos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! "Eu estou muito feliz. Foi muito difícil o que a gente passou. Agora vendo ele assim é muito bom. Dá muita emoção. Ele está melhor, cada vez mais. Com as orações, ajuda e o apoio de todo mundo, foi muito bom. A gente se sentiu muito amado. Era o que ele precisava", destacou Jéssica. A criança ficou internada por 27 dias passando primeiro pelo Hospital Municipal de São Vicente e depois pela Santa Casa de Santos. Ao deixar a unidade hospitalar, o menino estava com o braço direito e a mão esquerda enfaixados e esteve acompanhado por brinquedos. O restante do tratamento se concentra principalmente na parte de ortopedia, com acompanhamento ambulatorial, conforme informado pela Santa Casa. O garoto ficará sob os cuidados do pai, com acompanhamento de outros familiares. "A gente tem que dar bastante amor, carinho e fazer a recuperação dele, com terapias. Quero agradecer a todos por tudo, pelas orações, pelo apoio. Foi muito difícil e ainda é pelo que aconteceu, mas agora a gente está mais calmo porque ele está de alta. Daqui pra frente é só alegria e fazer ele feliz", comemora a tia. [[legacy_image_217546]] Guarda provisóriaUma decisão judicial concedeu ao pai a guarda provisória do menino, pelo período de 180 dias. O advogado da família, Lucas Rodrigues da Silva, ressalta que a guarda definitiva vai ser pedida em um momento oportuno. “Inicialmente a guarda foi concedida ao pai por 180 dias. Vou dar um tempinho para eles processarem essa situação, poderem se ajustar em casa. Assim que possível, irei me reunir com eles, conversar sobre os próximos passos e buscar a guarda definitiva", disse Silva. O advogado ressaltou que também há uma medida protetiva que impede a mãe, presa no último dia 5, de se aproximar do menino agredido e de outras duas filhas. Segundo Silva, a restrição é de pelo menos 500 metros. O processo corre em segredo de justiça. "A família vai dar o apoio nesse início, que é um momento bem difícil. Ele (menino) vai continuar passando por atendimento médico, psicológico, tanto ele quanto o pai e toda a família. Ele mobilizou a cidade toda. Toda a ajuda foi por grande valia", comenta. Relembre o casoO garoto foi espancado pela mãe, Julia Cristina Pereira, de 24 anos, e pelo padrasto no dia 28 de setembro, em São Vicente. Na mesma data, foi levado para o Hospital Municipal, e no dia seguinte foi para a Santa Casa. Um dia após o crime, o padrasto foi encontrado morto a tiros às margens da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, no trecho de São Vicente. A mãe foi presa em um barraco de Itanhaém, no último dia 5. [[legacy_image_217547]]