Olívia Mendonça Coelho (foto) visitou o Grupo Tribuna acompanhada dos superintendentes da Sabesp na Baixada Santista, Ricardo Ferrari, e no Vale do Ribeira, Camila de Lucena (Alexsander Ferraz/AT) Os mananciais que abastecem de água a Baixada Santista e o Vale do Ribeira estão em situação adequada para a temporada de verão, quando o consumo aumenta por volta de 40% e se esperam pelo menos 9 milhões de turistas na Baixada. Assim afirma a superintendente regional da Sabesp, Olívia Mendonça Coelho, que nesta sexta-feira (6) visitou o Grupo Tribuna, em Santos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os motivos, de acordo com ela, são a temporada de chuvas e as obras de melhoria e estruturação feitas durante o ano. Também há o chamado Plano Verão, no qual se mantêm equipes de plantão de forma ininterrupta, funcionários temporários, caminhões pipa e equipamentos de reserva, como bombas e geradoras. A superintendente comenta que as obras ocorreram ao longo de 2024, com base no histórico dos anos anteriores, e há entregas programadas para este mês. Em 2024, a Sabesp tem enfrentado o “pior cenário”, segundo ela: altas temperaturas e feriados e pontos facultativos em meio de semana, o equivalente a feriados prolongados em termos de demanda por água. Desafio Ainda assim, há cidades em condição mais desafiadora de abastecimento. Guarujá faz parte de um sistema integrado a outros oito municípios — a exceção é Bertioga. Mas, por questão de logística, a água deve ser redistribuída se faltar em alguma das cidades. Com isso, há problemas decorrentes da existência de ligações clandestinas, que são consideradas um empecilho para o fornecimento em Guarujá. Em especial, em Vicente de Carvalho. “São 1,8 mil litros de água por segundo destinadas a essas ligações irregulares, feitas à revelia pelo morador. São áreas em que a gente nem sempre pode entrar para atuar, tampouco cortar (o abastecimento), porque o imóvel não pode ficar sem água. Mas isso traz um prejuízo para o entorno de quem é regular”, explica a superintendente. Os 58 núcleos irregulares de Guarujá, equivalentes a cerca de 20 mil ligações clandestinas, representam perda de até 30% de água no sistema. Outro problema é que essas tubulações costumam ser feitas com material de menor qualidade, o que leva a vazamentos frequentes. Obra em Praia Grande amplia capacidade de fornecimento Em Praia Grande, onde a população aumenta quase cinco vezes entre o Natal e o Ano-Novo, para cerca de 1,5 milhão de pessoas, uma obra dobrou a capacidade de abastecimento da Cidade, conforme a superintendente. “A gente conseguia produzir e distribuir 1,6 mil litros de água por segundo. Agora, serão 3,2 mil litros, o que traz um conforto maior em Praia Grande”, diz Olívia Mendonça. A superintendente prevê estabilidade no fornecimento para Praia Grande nos próximos anos, a exemplo do que declara esperar para a Baixada Santista e o Vale do Ribeira. No próximo ano, está prevista outra interligação de Guarujá ao sistema integrado da Sabesp: será ao reservatório do Saboó, em Santos. Em julho, segundo Olívia, a Sabesp firmou um novo contrato com o Governo Estadual, com mecanismos de fiscalização mais severos para garantir serviços de água e esgoto para toda a população até 2029. “É um cenário em que as expectativas são muito boas, para que a gente consiga trazer muitas melhorias para a Baixada Santista”, comenta. Segundo a superintendente, essas melhorias antecipam, nas 375 cidades atendidas pela Sabesp, as metas do Marco Legal do Saneamento, de universalização dos serviços básicos de saneamento básico até 31 de dezembro de 2033. Ficaria assegurado o atendimento a 99% da população com água potável e de 90% da população com coleta e tratamento de esgoto.