[[legacy_image_196745]] Um dia após uma nova empresa começar a operar os ônibus municipais de São Vicente, o transporte público municipal voltou a ser problema na cidade. Isso porque alguns veículos da Santa Cecília Turismo (Sancetur) apresentaram falhas nesta terça-feira (2) e precisaram ser substituídos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O caso gerou revolta entre a população, que estava otimista com a nova operadora. Em nota, a prefeitura confirmou que aconteceram “casos pontuais de ônibus que apresentaram problemas técnicos durante a operação”. No entanto, também garantiu que os veículos foram imediatamente substituídos. O locutor de rádio Bruno Copertino, de 41 anos, presenciou o momento em que um dos veículos precisou parar a operação por volta das 20h. Ele registrou imagens do veículo, pois diz não se conformar com a situação. “Dois dias que a empresa está na cidade e tem ônibus quebrado. É vergonhoso”. Além disso, A Tribuna apurou que outros dois ônibus pararam de funcionar durante a noite, na Avenida Antônio Emmerick, no Jardim Guassú. A Administração Municipal, por sua vez, afirmou que “falhas técnicas são normais” e ressaltou que o contrato emergencial com a nova prestadora do serviço prevê uma frota de 70 veículos e mais cinco de reserva. Desta forma, a substituição ocorre de forma rápida. “Isso é algo que sequer existia com a antiga empresa que operava no Município”, diz a nota, em referência à antiga prestadora do serviço, Otrantur Transporte e Turismo. A Prefeitura enfatizou que o contrato com a Sancetur ainda garante que os ônibus devem ter, no máximo, oito anos de fabricação. “Garantindo uma frota nova e com pouco tempo de uso, em comparação com muitos veículos da antiga empresa, que tinham mais de dez anos de uso e circulavam sem licenciamento”. RelembreA Otrantur era a operadora responsável pelo transporte público municipal de São Vicente desde 2019, quando o contrato foi firmado em maio. No entanto, em meio às greves (que cobravam o pagamento de salários e benefícios em atraso) e redução na frota em circulação, o prefeito Kayo Amado (Pode) informou que o município romperia o contrato, que tinha validade até 2039. Após o anúncio do prefeito, o diretor administrativo da Otrantur, Dário Alencar,declarou que a empresa ingressaria com ação judicial contra a Prefeitura para continuar operando na cidade e destacou que a pandemia de covid-19 reduziu o volume de passageiros. Segundo ele, a concessionária protocolou cerca de 40 documentos na Prefeitura sobre uma série de assuntos, mas nenhum foi respondido.