Feira de Economia Solidária e Agroecologia terá lançamento de moeda social em Santos

Esta é a 4ª edição do evento e a primeira desde fevereiro de 2020

Por: Bruno Almeida  -  01/12/21  -  18:10
Na feira, haverá opções gastronômicas, brechó, artesanato e música ao vivo
Na feira, haverá opções gastronômicas, brechó, artesanato e música ao vivo   Foto: Divulgação

A 4ª edição da Feira de Economia Solidária e Agroecologia está marcada para dia 11, na sede do Sindicato dos Químicos da Baixada Santista, em Santos. Nesta primeira reunião de empreendimentos coletivos desde fevereiro de 2020, os organizadores planejam lançar uma moeda social, um instrumento para ajudar pequenos comerciantes a se reestabelecerem.


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A confeiteira Simone Santana Garcia participa da feira desde a primeira edição com doces, bolos, pratos e porções. "A ansiedade é enorme em poder retomar [a feira] após esse longo período de paralisação. Durante a pandemia, ficou mais forte a venda de sobremesas, e o evento é uma ótima oportunidade de atrair novos clientes, sair um pouco das redes sociais e trocar experiências".


O público terá outras opções gastronômicas, alimentos orgânicos, brechó, artesanato e música ao vivo. Organizador da feira, Guilherme Prado explica que o encontro pretende fortalecer a economia da região.


"Agora ficou ainda mais importante, porque a gente viu que, na pandemia, os pequenos foram os mais impactados do que qualquer um: a mercearia da esquina, a vendinha, o restaurante. Fica cada vez mais importante se unir não na perspectiva do empreendedorismo individualista, mas na associação coletiva para que pessoas possam sobreviver e ter uma vida melhor", explica.


Segundo Prado, que também coordena o Livres Coop, uma plataforma que organiza grupos de consumidores, feiras e lojas, o evento trará o lançamento de uma moeda social para empreendedores da região. "O dinheiro não é neutro. Ele também é uma relação social. A moeda social vem na perspectiva de construir o desenvolvimento local".


Ele conta que, em transações econômicas sem moedas sociais, há sempre um atravessador financeiro. "A maquininha de cartão, por exemplo, pode parecer inofensiva, mas ela 'come' grandes porcentagens", diz.


"A ideia da moeda [social] é fazer com que quem esteja cadastrado na rede gaste dentro daquela rede, para que isso gere riqueza entre os empreendedores solidários e entre os seus consumidores. As taxas que iriam para grandes atravessadores financeiros ficam para reinvestimento e crédito solidário. A gente tem que reivindicar direitos e ações do Estado, mas nem sempre os governos olham para este lado. A sociedade civil também pode fazer a sua parte".


O evento conta com apoio do Sindicato dos Químicos da Baixada Santista, onde será sediada a feira, e do Fórum de Economia Solidária da Baixada Santista (FESBS). Para entrar, o público precisará estar de máscara, para evitar a propagação da covid-19.


Serviço:
A 4ª edição da Feira de Economia Solidária e Agroecologia será em 11 de dezembro, no Sindicato dos Químicos (Avenida Pinheiro Machado, 77, Vila Mathias, Santos), entre 9h30 e 20h.


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