A catástrofe teria destruído o local (Imagem Ilustrativa / Freepik) Primeira cidade do Brasil, São Vicente passou por uma grande ressaca que teria destruído a vila, por volta de 1541, dizem historiadores. Uma onde gigante teria invadido a terra, destruindo a Igreja Matriz e o pelourinho. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Algumas pessoas, porém, acreditam que não ocorreu apenas esse tsunami registrado na história. Têm viralizado algumas teorias de que 40 anos depois um outro fenômeno semelhante teria sido muito mais devastador que o primeiro. Teorias disseminadas por vários internautas relatam que por esse motivo o Porto de São Vicente teria sido transferido para Santos, a fim de que fosse mais seguro funcionar em um local que não sofresse tanta influência de fenômenos da natureza. Um só Para o professor e historiador Marcos Atanásio Braga existiu apenas um, quando uma grande ressaca teria destruído o local. Segundo ele, em citações da obra Memórias para História da Capitania de São Vicente, escrita por Frei Gaspar da Madre de Deus, pode ser relatado que a vila foi totalmente acabada e em seus versos está descrito “Onde era vila, agora é mar”. “É o único, não tem outro, não existe dois tsunamis, não existem duas destruições da vila. É uma só”, afirma o professor. De acordo com o jornalista e historiador, Sergio Willians, não há ao certo uma comprovação científica do que, de fato, teria acontecido. Mas, que através de interpretações dos manuscritos de Frei Gaspar é possível entender que aconteceu um maremoto causado por questões climáticas: “ressacas muito fortes, o que assoreou o povoado e a vila, que ficou encoberta de água”. Em 1585 um navegador chamado Fernão Cardim escreveu que “a vila de São Vicente foi rica e hoje é pobre por lhe fechar a porta de mar por onde entrou com sua esquadra Martin Afonso de Souza”. Historiadores afirmam que são algumas provas de que o tsunami que teria destruído a vila de São Vicente teria acontecido, de fato, apenas uma vez e relembrado no ano dessas escritas. A mudança do Porto de São Vicente para Santos não se dá apenas pelo assoreamento, mas porque estava em uma vila de população clandestina, com traficantes de escravos e índios. Era de entendimento coletivo que em outro local da ilha havia um lugar melhor para estabelecer o porto, de acordo com o historiador Marcos Atanásio. Quando Martim Afonso chega na vila, ele começa a investir no outro lado.