Várias tilápias apareceram mortas dentro de canal em São Vicente (Robson Ventura) Várias tilápias apareceram mortas dentro de um córrego no Centro de São Vicente, no litoral de São Paulo. A situação foi registrada por um morador na quinta-feira (19). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Robson Ventura, de 50 anos, conta que encontrou os peixes novamente na manhã desta sexta-feira (20) e que o cheiro do local está “insuportável”. No registro, é possível ver diversas tilápias mortas dentro do canal, que apresenta água com coloração escura e acúmulo de sujeira. “Os pequenininhos ainda estão vivos. Mas os grandes estão todos mortos”, relata. Segundo o morador, o local possuía água limpa, onde era possível encontrar peixes grandes, que eram alimentados pela comunidade. Espécie resistente O biólogo Rafael Silva explica que as tilápias são uma espécie de água doce, nativa da região central da África e considerada invasora no Brasil. Segundo ele, sua grande distribuição – inclusive em córregos – é explicada pela alta capacidade adaptativa. “Por ser resistente a variações de salinidade e de temperatura, consegue ter sucesso nos canais e córregos poluídos”, comenta. Ainda de acordo com o especialista, a ausência de predadores naturais facilita a multiplicação das tilápias, causando preocupação em pesquisadores “pelo potencial de destruição da biodiversidade de espécies nativas”. Posicionamentos Em nota, a Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), informou que recebeu a denúncia e enviará uma equipe técnica ao local para avaliar a situação e adotar as medidas cabíveis. "Caso algum munícipe presencie situações relacionadas ao caso, a orientação é encaminhar as informações ao e-mail da Secretaria de Meio Ambiente: fiscalizacaoambiental@saovicente.sp.gov.br", destacou. A Sabesp informou, em nota, que enviou equipe à Avenida Quintino Bocaiuva, próximo à Rua Mem de Sá, em São Vicente, e constatou que a rede coletora de esgoto está operando normalmente, sem qualquer intercorrência. A companhia esclareceu que a ocorrência apontada não tem relação com os sistemas de esgotamento da Sabesp.