O prefeito Kayo Amado explicou ao público no Japuí, nesta quinta (20), os detalhes do Plano São Vicente 500 anos (Seicom São Vicente/ Divulgação) A oito anos de se tornar a primeira cidade brasileira a completar 500 anos, São Vicente deu na noite desta quinta-feira (20) mais um passo em direção ao cenário que pretende ver consolidado em 2032. O prefeito Kayo Amado (Pode) apresentou, junto com o Movimento Brasil Competitivo (MBC), o Plano São Vicente 500 Anos, com definição de áreas e projetos prioritários que pretendem tornar a cidade sustentável economicamente e atrativa a novos negócios, com geração de emprego e renda. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O plano foi encabeçado pela Prefeitura, com apoio técnico e estratégico do MBC e da Macroplan Consultoria e Analytics. Romeu Neto, diretor-executivo do MBC, explica que o plano lista quatro áreas de atuação, definidas a partir de escutas setoriais, entrevistas com lideranças representativas e a análise dos dados atuais da cidade. As quatro áreas são: desenvolvimento produtivo, competitividade e capital humano; cidade conectada, acolhedora e resiliente; cidadania, inclusão e bem estar social; e protagonismo, governança e gestão. Na primeira área, os desafios prioritários são fortalecer e desenvolver vocações econômicas locais, aumentar a atratividade do ambiente de negócios e a capacidade de inovação, e ampliar a capacidade de formação de mão de obra técnica. Na segunda, o plano lista prioridades como aprimorar a infraestrutura com maior mobilidade urbana, proteger e gerir de forma sustentável o ecossistema e recursos naturais da cidade e ampliar a segurança. A terceira área define como prioridades a promoção do acesso da população vulnerável às políticas públicas sociais, melhorar a qualidade da educação e da saúde, entre outras. No quarto e último foco do plano, os desafios são elevar a autonomia fiscal e a capacidade de captar recursos, aumentar a participação cidadã e o engajamento social e dar mais transparência à gestão pública. Para cada área, há ações detalhadas de pontos a serem melhorados. “O objetivo foi estabelecer uma estratégia sustentável de desenvolvimento de médio e longo prazo, visando impulsionar o progresso da cidade e criar oportunidades para todos os cidadãos vicentinos ao longo da próxima década”, diz Romeu Neto. O prefeito também destacou a importância do Plano São Vicente 500 anos. “Administrar uma cidade é resolver conflitos, problemas, apagar incêndios diariamente. Mas, quando a gente quer mudar um patamar, mexer na estrutura econômica e social de uma cidade, é preciso enraizar um pouco mais”, declarou o chefe do Executivo vicentino. Segundo Kayo Amado, isso passa “pela construção de algo que transcenda um mandato, que não seja uma identidade de governo, mas que possa ser um anseio e o sonho de uma sociedade, que ultrapasse mandatos, que seja como um plano de estado. Isso é fundamental quando se quer, de fato, mexer com as estruturas”. Visão compartilhada O Plano São Vicente 500 Anos busca construir uma visão compartilhada de desenvolvimento para a cidade. Essa iniciativa envolve uma colaboração ativa entre o poder público, o setor privado, a academia e a sociedade civil, garantindo que todos os segmentos da população engajados na construção de um futuro próspero a São Vicente. Romeu Neto destaca que, ao longo da elaboração do plano, foi se construindo uma convergência de valores e propósitos entre os diversos setores ouvidos pelos técnicos. “No início, os empresários e lideranças pareciam desacreditar das intenções mas, com o passar do tempo, o interesse em construir esse planejamento aumentou. Eles se sentiram parte”.