Diagnóstico aponta estratégias populares em emergências do clima (Vanessa Rodrigues/AT/Arquivo) Um festival gratuito em São Vicente, no litoral de São Paulo, apresenta nesta sexta-feira (20) e sábado (21) os resultados de um mapeamento que identificou riscos climáticos a partir da percepção de moradores de áreas vulneráveis da cidade da Baixada Santista. A iniciativa integra o projeto CoopClima, desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP) em conjunto com a Prefeitura e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesp). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O levantamento ocorreu em oficinas em comunidades locais. A professora associada da USP Sylmara Dias, responsável pelo projeto, disse que o objetivo foi “entender, segundo a percepção da população, onde estão os impactos de enchentes, calor, ventania e outras alterações climáticas e como é o cotidiano dessas pessoas”. Cerca de 400 moradores participaram, identificando-se mais de mil pontos de risco. O diagnóstico considera problemas e estratégias populares em situações recorrentes de emergência climática. Política local O mapeamento faz parte de um projeto mais amplo, iniciado em 2023, para se elaborar uma política municipal voltada à adaptação climática em São Vicente. De acordo com Sylmara, a ideia é priorizar ações voltadas às populações mais vulneráveis e definir, com o diagnóstico, quais problemas devem ser enfrentados com mais urgência. A expectativa é que o modelo a ser desenvolvido no Município sirva de referência para outras cidades. Exposições e atividades O Festival OPA – Das Margens para o Centro apresenta os resultados do processo em sete exposições. Abordam de transformações na paisagem a adaptações de moradores às mudanças climáticas. As atividades incluem fotografias, relatos, registros comunitários e expressões artísticas. O evento também contará com o pré-lançamento de um minidocumentário produzido pelo coletivo Olhar Marginal e com sessões de exibição durante a programação. Outro destaque é a participação de estudantes da rede pública de ensino vicentina, que estarão em atividades educativas ao longo do festival. A programação ocorre na Rua Tenente Durval do Amaral, 72, no Catiapoã, com entrada gratuita.