Adalto Mello tocava e cantava pagode desde os 15 anos (Reprodução/Redes Sociais) O promotor de justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), responsável pelo caso de Adalto Mello, o cantor de pagode que morreu atropelado por um motorista embriagado em São Vicente, no litoral de São Paulo, busca a condenação e indenização para os familiares da vítima. O motorista foi denunciado por homicídio duplamente qualificado. Adalto Mello, de 39 anos, pilotava uma motocicleta quando foi atingido por um carro na Avenida Tupiniquins, no bairro Japuí, em São Vicente, por volta das 2h38, em um domingo, 29 de janeiro. O motorista Thiago Arruda Campos Rosas, de 32 anos, que atropelou o cantor, foi preso após o teste do bafômetro dar positivo. Um teste de bafômetro realizado no motorista indicou que ele tinha o nível de álcool no sangue 20 vezes superior ao limite estabelecido pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), cerca de 0,82 mg/l de álcool por litro de ar expelido, enquanto o limite permitido é de 0,04 mg/l. Pedido no Judiciário De acordo com o MPSP, o promotor de Justiça Manoel Torralbo Gimenez Junior, entende que o crime apresenta qualificadoras de perigo comum e impossibilidade de defesa. Segundo o promotor, Thiago assumiu o risco de produzir a morte do homem "bem como de qualquer pessoa que cruzasse seu caminho, sendo que preferiu assim agir a deixar de fazê-lo", explicou. Defesa de Thiago O advogado de defesa, Dr. Mário Badures, representante do motorista Thiago Campos Rosas, esclareceu que, logo após o ocorrido, ele entrou em contato imediato com os defensores da vítima. “Formalizando o inteiro pesar e os sentimentos diante da perda, colocou-se ao dispor para, dentro das possibilidades, tratar das despesas de funeral e outras em razão da reparação do acidente. Só após a terceira tentativa, recentemente, é que houve resposta no sentido de que irão debater essa temática no âmbito judicial.”, informou o defensor.