Segundo uma das denunciantes, a proprietária trata os moradores da comunidade com deboche e não resolve a situação (Arquivo pessoal) Som alto, uso de drogas e tumultos são problemas que os moradores da Avenida Sambaiatuba, no bairro Joquéi Clube, em São Vicente, têm enfrentado nos últimos dias. A situação se agrava nas madrugadas de segunda e quarta-feira. Segundo relatos feitos à equipe de reportagem de A Tribuna, a responsável por esses incômodos é uma adega localizada na mesma via. (Veja no vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com uma moradora que preferiu não se identificar, ela já ligou para a Polícia Militar (PM) e para a Guarda Civil Municipal (GCM) mais de 50 vezes, mas não obteve nenhum avanço nas fiscalizações. “Eu me sinto vulnerável e indignada porque somente as autoridades poderiam acabar com isso, mas elas não vêm. Temos medo de que algo aconteça com a população”, disse. A denunciante afirmou que a polícia até vai ao local, mas apenas em dias normais. Quando há ‘festa’, os agentes não comparecem. “Eu não peço para acabar com a festa, só para baixarem o som, e eles aumentam ainda mais”. Outra moradora do bairro contou que a dona do estabelecimento intimida os moradores e afirma ter parentes que fazem parte do Primeiro Comando da Capital (PCC). “Nós, moradores, gostaríamos de saber o motivo de a polícia não vir prestar atendimento. A dona do local nos intimida e diz que tem parentes na facção criminosa”, relatou. -Pancadões São Vicente (1.456723) Ela ainda afirmou que a proprietária trata os moradores da comunidade com deboche e não resolve a situação. Essa mesma mulher contou que moradores que estão na região há mais de 60 anos nunca passaram por algo assim e que, agora, enfrentam dificuldades para descansar. “No dia seguinte, não conseguimos ir trabalhar, e as crianças não conseguem ir para a escola, porque passamos a noite acordados”, desabafou. Posicionamentos A Tribuna entrou em contato com a Prefeitura de São Vicente, que, por meio da Secretaria de Defesa e Organização Social (Sedos), informou que fornecerá as informações à Polícia Militar (PM) e, além disso, organizará uma força-tarefa junto às demais instituições de segurança para vistoriar as condições e eventuais ilegalidades do estabelecimento. A partir dessa análise, serão adotadas as providências necessárias. Já a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) afirmou que a Polícia Militar (PM) atua no atendimento de ocorrências de perturbação do sossego público sempre que acionada, especialmente em casos de ruídos excessivos em residências, estabelecimentos comerciais, vias públicas e eventos clandestinos, como os chamados “pancadões”. A pasta também destacou que as denúncias podem ser feitas pelo telefone 190 e que a PM adota as medidas cabíveis conforme cada situação. A atuação policial segue a legislação vigente e conta com a colaboração de outros órgãos, como a Prefeitura, responsável pela fiscalização de estabelecimentos e eventos. Por fim, a SSP-SP informou que, para minimizar os impactos dessas ocorrências, a PM desenvolve estratégias como o policiamento preventivo em áreas de maior incidência e o monitoramento contínuo das denúncias registradas pela população. A Tribuna entrou em contato com a adega acusada de atrapalhar o sossego, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.