Pais e responsáveis não estão acatando as mudanças (Reprodução) Pais e responsáveis por alunos do Ensino Fundamental I da Escola Municipal Pastor Joaquim Rodrigues da Silva, na Cidade Náutica, em São Vicente, reclamam sobre mudanças na unidade de ensino e a transferência de alunos para outro local, com aproximadamente 60 crianças deixando de frequentar aquela escola. Em nota, a Prefeitura afirma que a mudança é opcional e que os estudantes têm as vagas atuais garantidas. (Confira o posicionamento ao final da matéria) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo eles, seis salas antes usadas para alunos do 1° ao 5° ano do Ensino Fundamental foram destinadas para turmas com estudantes mais velhos. Diante disso, parte dos menores devem ser realocados para outra escola, a Unidade Educacional Vera Lúcia Machado Massis. A mãe de um dos alunos, Izilda Helena de Souza Lima, de 40 anos, está indignada com a situação. "Simplesmente vão mandar as crianças para lá. Além disso, os menores vão ter que fazer o recreio junto com os maiores do 6° ao 9° ano. Não tem como isso", critica. De acordo com a professora Beatriz Lemos, de 35 anos, foi feita uma reunião há duas semanas, onde foi dito que a Unidade Educacional Vera Lucia Machado Massis se tornaria uma escola integral. "Falaram que se o filho não se adaptar, poderá voltar a estudar no Pastor (escola atual), pois a vaga é garantida, mas a questão é que seis salas do 1° ao 5° ano serão usadas para trazer alunos do Fundamental II da Vera Lúcia". Com isso, segundo a professora, caso a mudança aconteça, alunos com idades entre cinco e 17 anos ficariam juntos. "A escola não tem funcionários o suficiente nem para os que já tem, imagina misturando. Não confio em banheiros e recreio com alunos maiores. Não vejo motivos para fazer essa mudança", comenta. A confeiteira Juliana Jacqueline dos Santos, de 37 anos, alega que, por mais que tenha a oportunidade de retorno, as turmas do Fundamental I irão ser diminuídas com o tempo. "A Escola Vera Lúcia é distante da minha casa e eu teria que caminhar com minha filha de 6 anos por quase uma hora". "Enquanto isso, os alunos maiores dividiriam o Pastor Joaquim com as outras crianças. Nossos filhos correm o risco de serem machucados. Imagina, no banheiro, duas crianças com idades muito diferentes? Isso não é cabível", afirma. A autônoma Fabiana da Silva Caffaro, de 41 anos, também reclamou da situação. "Não quero meu filho o dia inteiro em uma escola onde não tem estrutura para isso. Ele tem restrição alimentar, quem o busca lá é a vó dele, e ficaria muito longe e tarde para ela", explica. Posicionamento Em nota, a Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria da Educação (Seduc), informa que não haverá fechamento de salas na Unidade Educacional Pastor Joaquim Rodrigues da Silva e que "todos os alunos que desejam permanecer na escola têm suas vagas garantidas". A Seduc também informa que a UE (Unidade Educacional) Vera Lúcia Machado Massis passará a ser AMEI (Ambiente Municipal de Educação Integral), oferecendo quatro refeições diárias, esporte, cultura e reforço escolar, com base na política nacional de educação integral. Segundo a Prefeitura, as AMEIs tem uma procura muito grande no município, justamente por este atrativo. O município afirma que, com o intuito de democratizar o acesso a mais essa escola em tempo integral, foram oferecidas 60 vagas para famílias da UE Pastor Joaquim Rodrigues da Silva que queiram transferir seus filhos para a nova unidade, e ressalta que "essa transferência é opcional". A Seduc finaliza afirmando que, caso não seja de interesse dos pais, estas vagas serão disponibilizadas para estudantes de outras unidades escolares. A abertura da AMEI Vera Lúcia está prevista para janeiro de 2025.