Havia somente um médico para atender os pacientes em todo o hospital (Alexsander Ferraz/AT) “É uma sensação de incapacidade diante da situação por não ter o conhecimento que aquele médico tem para ajudar meu filho e outras crianças”, disse Alexandre de Oliveira Maciel, de 52 anos, após levar seu filho de 7 anos, Isaac, passando mal ao hospital, e ter o atendimento recusado por um médico no Hospital Municipal Doutor Olavo Honeaux de Moura, em São Vicente, por volta das 11h15 da última sexta-feira (25). A Prefeitura de São Vicente por sua vez, diz que não há registro de ficha de atendimento da criança nesse hospital. (Veja no vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Alexandre, que trabalha como segurança, levou o filho ao hospital mais próximo de casa, que fica a duas quadras de onde moram, após o menino vomitar e relatar que sentia dor de cabeça. Ele também tinha febre. Porém, ao chegar na porta da sala onde deveria ser atendido, o pai conta que o médico de plantão se recusou a fazer o atendimento enquanto bebia um refrigerante. Segundo Alexandre, o funcionário alegou que poderia errar a dose de medicação e prejudicar o menino. “O médico se declarou incapaz de clinicar para crianças, e se a recusa do único médico do único hospital do bairro não caracteriza omissão, eu não sei o que é”, disse Alexandre. Em seguida, o pai de Isaac foi até a recepção e questionou se havia outro médico no hospital, como é possível ver em um vídeo registrado por Alexandre. A recepcionista respondeu que não, o que deu a Alexandre duas opções: esperar pela troca de plantão (que aconteceria às 13h) ou ir até outro hospital. -Médico recusa atendimento São Vicente (1.439800) E foi o que fez, junto com a esposa e o menino. No Pronto-Socorro (PS) do Bairro Jardim Rio Branco, Isaac foi atendido, medicado e liberado a voltar para casa. “(Me sinto) indignado pela falta de empatia do médico por ver uma criança passando mal e não demonstrar nenhuma intenção em usar o conhecimento que deveria ter adquirido quando fez faculdade de medicina e fazer valer o juramento que todo profissional da saúde faz”, desabafou o pai. “Me senti frustrado por ser incapaz de pagar uma consulta particular, pois aí sim ele teria tido um pronto e ótimo atendimento, mas tive que fazer meu filho pequeno entrar em um ônibus e ter que buscar atendimento a quilômetros de casa, tendo um hospital a duas quadras”, diz. Posicionamento da Prefeitura A Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria da Saúde (Sesau), informou que não há registro de ficha de atendimento do menino no Hospital Dr. Olavo Hourneaux de Moura. Somente no Pronto-Socorro (PS) do Rio Branco, às 12h36, onde passou por consulta, medicação e foi liberado para tratamento em casa.