[[legacy_image_273652]] Dor profunda e incessante em uma ferida que parece não cicatrizar, são as palavras usadas por Fernanda Cruz para descrever como têm sido os dias após a morte de seu filho. Davi tinha apenas dois anos quando foi vítima de um atropelamento, logo após a uma apresentação escolar especial de Dia das Mães, em maio deste ano. Em uma carta ao filho, publicada em sua rede social, Fernanda expressa seus sentimentos ‘cheios de amor e saudade’. “Sinto-me perdida em meio a um turbilhão de emoções. Procuro respostas que, talvez, nunca venham, mas ainda assim busco algum consolo em minha fé”, relata. [[legacy_image_273651]] Em entrevista para A Tribuna, Fernanda conta como tem sido desde o dia em que seu filho partiu. “Foi um mês muito confuso, uma dor muito profunda que, às vezes, parece que vai me destruir por dentro”. A mãe ainda diz que nesse período se aproximou muito de Deus, e que tem feito preces o tempo inteiro. “Tenho fé de que meu filho está sendo acolhido por Ele e que está em um lugar maravilhoso”. SaudadeEm um relato emocionante, Fernanda diz que a ausência física de Davi é como um vazio insuportável. “Sinto falta da sua voz, do seu sorriso, do seu toque. Sinto falta de todas as pequenas coisas que compunham nosso dia a dia e que agora parecem ter sido arrancadas de mim”, escreveu em suas redes sociais. E quando questionada sobre o que mais sente saudade, ela diz que é da rotina. “ Do momento em que eu o acordava. Já deixava a roupinha separada, mamadeira pronta, falava ‘bom dia filho’ baixinho, daí enchia ele de beijo e a primeira coisa que ele dizia era ‘mama’. Era o momento que eu beijava, abraçava, dizia o quanto amava ele”. DaviPara ela, seu filho, ainda que novo, era muito esperto e carinhoso. Ele nunca deu trabalho para dormir ou comer, também aprendeu rapidamente a dividir os brinquedos e os lanchinhos. “Era um ser que trouxe muita luz à nossa família”. Leia a carta completa Relembre o casoDepois de uma apresentação escolar em homenagem ao Dia das Mães, em maio, Fernanda Caroline da Cruz, de 27 anos, viu seu filho, Davi Cruz Garcia, de apenas dois anos ser atropelado por um ônibus, na Avenida Presidente Wilson, em São Vicente. Segundo a mãe, ela e o filho iriam voltar para casa quando o acidente aconteceu. "Eu cheguei a sair com ele no colo, até a esquina, mas começou a chuviscar. Então, não daria para eu voltar para casa andando. Eu voltei para dentro da escola para pedir um Uber e ele ficou brincando no chão”, contou. De acordo com a mãe, ainda tinha muita gente na escola e, por isso, o portão estava aberto, mas o porteiro estava no local para controlar a entrada e a saída de pessoas. “Ele (o filho) estava muito agitado. Teve uma hora que ele correu e foi em direção à porta. A saída da escola é uma descida. Quando ele correu, passou por trás do porteiro. Eu corri, mas tinha gente na minha frente e não consegui alcançá-lo", desabafa.