[[legacy_image_22773]] A batalha contra o novo coronavírus escreveu um novo capítulo na trajetória do médico Márcio Rebuá. Acometido pela doença, que já infectou mais de 2,2 milhões e ceifou a vida de 84,2 mil brasileiros, o profissional da rede pública de Saúde de São Vicente viveu na pele as dores da Covid-19. “São nesses momentos da vida que, mesmo sendo médico, com todo conhecimento, agradecemos a Deus por ter vencido a doença que tanto aflige o mundo”, diz ele, que é diretor do Centro de Combate ao Coronavírus (CCC) de São Vicente. Ele foi 'atingido' durante o combate, e precisou se isolar e passar por tratamento para vencer a ameaça invisível. Deu certo. Recuperado, Rebuá retornou à linha de frente no confronto contra a Covid-19, mas não foi fácil se recuperar e voltar para a guerra. Ele precisou encarar falta de paladar, febre, dores no corpo e cansaço intenso. Foi necessário cumprir, de forma rigorosa, com o isolamento, repousando e tomando os medicamentos. Depois de muito esforço, os sintomas acabaram, e o vírus foi vencido. Foi uma situação tão delicada, que Rebuá deu liberdade à sua fé e apoio familiar ao falar de sua recuperação. O período de tratamento também fez o profissional refletir. “O isolamento fez com que o mundo percebesse o grande valor de coisas que, antes, pareciam simples, como o convívio com a família, amigos e até no trabalho. A pandemia deixará marcas profundas na população, mas é importante a união e solidariedade entre todos, inclusive a nível mundial”. Depois de se recuperar, Rebuá pôde retornar ao trabalho presencial ao CCC. “Estar ali é um desafio constante, que requer muita dedicação, dia e noite, para que todos possam ter um tratamento digno”. Apesar disso, o médico reforça que a população também deve cumprir seu papel. “É importante continuarmos com as medidas preventivas, com o uso de máscaras e a higienização das mãos”.