Segundo a mulher, cerca de sete cães circulam pela região atacando moradores (Reprodução/Arquivo Pessoal) Uma moradora do bairro Naútica 3, em São Vicente, no litoral de São Paulo, sofreu um ataque de uma matilha de cães que circula próximo à sua residência nesta segunda-feira (3). Ela foi mordida por um dos animais e ficou paralisada com medo que mais cachorros a atacassem. A mulher denuncia que cerca de sete cães circulam pela região atacando moradores e proliferando pulgas e carrapatos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A situação ocorreu enquanto a engenheira, que não quis se identificar, caminhava pela Avenida Aiolina Trindade, próximo à esquina com a Rua Alípio Ferraz. A moradora sofreu mordidas em sua perna e relatou ter ficado paralisada de medo até o momento em que um pedestre conseguiu afastar os animais. Segundo a engenheira, o grupo de cães vive na região há mais de um ano. Ela explica que desde 2023 alertou as autoridades, mas nada foi feito. “Esses cachorros se procriam sem controle. Em algumas épocas, há menos cães, mas em outras, já contei até 15 deles circulando juntos", relatou. A moradora revela que os animais são criados nas ruas, mas pertencem a um homem em situação de vulnerabilidade social que mora em uma casa abandonada no bairro. “Ele cria os cães, mas não tem controle nenhum sobre a reprodução e o comportamento deles, que passam a maior parte do dia nas ruas”. De acordo com a engenheira, a comunidade alimenta os cães. "Os cachorros ficam espalhados pelas ruas, dormem debaixo dos carros e acabam trazendo sujeira e doenças para a vizinhança. Meus cães, mesmo vivendo dentro de casa, já tiveram problemas com pulgas e carrapatos que vêm desses animais de rua", desabafou. A moradora defende que algo precisa ser feito com urgência para evitar novos ataques e garantir a segurança dos pedestres. “Nenhum cachorro deve morar na rua. Quando estão nessa situação, eles podem atacar qualquer pessoa, como uma criança, um idoso ou um ciclista. As autoridades precisam tomar providências, seja um controle populacional ou a criação de medidas para evitar ataques”, explicou. Ela reforça que a situação não é um problema isolado, mas uma questão de saúde pública devido à disseminação de doenças. A engenheira cobra soluções concretas, como campanhas de castração e adoção, para evitar que esse problema continue. O que diz a Prefeitura? Em nota, a Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Bem-Estar Animal (Sebem), informou que os resgates são feitos mediante solicitação dos moradores e que, no caso mencionado, a Sebem recebeu uma denúncia e compareceu ao local, onde não constataram a presença do proprietário do imóvel. Em uma nova tentativa, o tutor foi localizado e foi constatado que o mesmo contava com 14 animais em sua posse, sendo sete deles não castrados. Os profissionais realizaram o devido acompanhamento do caso e não constataram maus-tratos nos animais. Uma nova denúncia foi recebida no dia 16 de janeiro. A Administração Municipal explicou que os animais resgatados passam por acompanhamento veterinário, são castrados, vermifugados, vacinados e, posteriormente, disponibilizados para adoção.