O cotidiano das pessoas atingidas tem sido dificultado (Ivan Oliveira) A população do bairro Esplanada dos Barreiros, em São Vicente, litoral de São Paulo, vive um drama desde a última semana de agosto deste ano. De acordo com um morador, ele e seus vizinhos sofrem com a falta de água. A Prefeitura da cidade comunicou que tem cobrado ações da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e pede apoio da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), que fiscaliza o serviço, além de ter acionado o Ministério Público. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ivan Oliveira, que mora no bairro há mais de 40 anos, procurou A Tribuna para contar que sua casa e as dos vizinhos não possuem água desde o final de agosto, o que tem atrapalhado o dia a dia de todos. “A água fica poucas horas, e nos horários em que mais necessitamos, não temos”, disse. Segundo o operador de empilhadeira, às vezes a água fica disponível apenas durante cerca de 30 minutos, a partir das 17h, mas, no decorrer das 24 horas do dia, há água por no máximo duas horas. “Tem algo de errado no abastecimento”, conta Ivan. Ele questiona a promessa que os candidatos ao cargo de vereador da cidade fizeram antes das eleições municipais. “Me pergunto todos os dias onde estão os vereadores que tanto falam, mas não fazem nada. Fizeram campanha aqui atrás de votos e conseguiram mais uma vez iludir o eleitor. Na hora em que precisamos, não podem vir nos atender”, reclamou. “Me sinto também desrespeitado, uma vez que pagamos os impostos devidamente”, desabafa. Outro lado A Prefeitura de São Vicente informou que, por conta das reclamações sobre a falta d'água na Baixada Santista, tem cobrado ações da Sabesp e apoio da Arsesp. Além disso, acionou o Ministério Público para investigar a situação. Questionada, a Sabesp informou, em nota, que "neste sábado (18) vistoriou imóveis do bairro Esplanada dos Barreiros, em São Vicente, onde foram realizados testes no abastecimento de água e o sistema funcionava normalmente". A companhia disse, ainda, que em atenção ao solicitado "a equipe compareceu no imóvel número 757 da Rua Carmem Miranda, onde o fornecimento acontecia de forma adequada. O local pode ter registrado variações na pressão da água no período noturno, decorrente de manutenções realizadas nesse horário para gerar menor impacto". A Sabesp acrescentou que imóveis que possuem caixa-d'água com reserva mínima para 24 horas, como determina o decreto estadual 12.342/78, geralmente não sentem essas intermitências.