Audrey Kleys (Novo), Henrique Gainete (Avante), Márcio Aurélio Soares (PDT) e Sadao Nakai (MDB) concorrem ao cargo de vice-prefeito (Vanessa Rodrigues/AT) A trajetória republicana de quase 135 anos no Brasil, iniciada em 1889, já deu várias demonstrações da importância do vice nos cargos majoriários. Não são poucos os que assumiram o comando do leme, seja doença ou impeachment do titular. Nas eleições municipais, as duplas de chapa ganham uma importância especial, por causa do caráter local das votações. Os quatro indicados que estatão nas urnas em Santos daqui a duas semanas sabem disso e prometem passar longe do “vice decorativo”, expressão cunhada pelo ex-presidente Michel Temer, em carta revelada quando era vice da então presidente Dilma Rousseff. A meta é ser o mais participativo possível (confira nos perfis abaixo). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “A política é um ambiente estritamente masculino, não porque homens obstacularizam a entrada das mulheres, mas porque elas têm baixo interesse na política. Porém, alguns candidatos homens tentam de alguma forma, através da colocação de mulheres como vice, chamar a atenção das eleitoras. Essa tática é comprovadamente ineficaz”, avalia o cientista político e CEO do Instituto Ibespe, Marcelo Di Giuseppe. Para ele, os eleitores médios, que são a maioria, não se importam com política e por isso não sabem dizer quem é o vice de uma chapa. Porém, se esse vice tem problemas de imagem que podem afetar a candidatura do cabeça de chapa, essa pessoa deve ser descartada. “Muitas vezes, o majoritário escolhe um vice por ter popularidade, que é muito diferente de ter capacidade eleitoral. Outras vezes, por esse vice ter capacidade financeira de apoiar a chapa. Mas há limitações estratégicas de investimento em uma campanha. Precisa ter inteligência para gastar, e muitas campanhas não têm informação confiável e desperdiçam recursos.” Confiança O especialista entende que o vice deve ser uma pessoa de confiança que tenha uma boa imagem, capacidade de agregar votos por meio de um grupo de vereadores e força para ir à campo buscar votos de forma independente, sem ficar acompanhando o majoritário em suas reuniões. “Entendo que o ideal seria ter um vice com perfil gestor, assumindo a Casa Civil ou a Secretaria de Governo, se posicionando entre o prefeito e os outros secretários”, complementa. Audrey Kleys (Novo) A jornalista Audrey Kleys Cabral de Oliveira Dinau tem 49 anos e é candidata a vice da chapa Santos Sempre em Frente (PP/Pode/PRTB/Republicanos/Novo/PSB/União/PSD/Solidariedade e Federação PSDB/Cidadania), encabeçada pelo candidato Rogério Santos (Republicanos). “O papel da vice-prefeita é extremamente fundamental à população, de análises, planejamento, decisões e articulação entre o Poder Público e a sociedade. Minha trajetória proporciona uma experiência agregadora”, afirma. Para ela, um dos objetivos é unir o olhar do Executivo e o do Legislativo, para fortalecer o servidor, que atende os munícipes. “Para avançarmos mais em relação a políticas públicas essenciais, será com responsabilidade, escuta, diálogo e solução.” Henrique Gainete (Avante) O servidor público estadual Henrique Gainete Plácido da Silva, o Henrique do Fórum, tem 50 anos e é o candidato do Avante, cuja chapa é encabeçada por Nando Pinheiro (Avante). “Estou preparado para essa função. Vou levar a minha experiência de funcionário público do TJ-SP. Além disso, pretendo também desempenhar funções junto às secretarias municipais, contribuindo para a organização da Cidade”, afirma. Segundo ele, uma de suas tarefas será atuar na Zona Noroeste. “É preciso rever os contratos do projeto Santos Novos Tempos. Nos dutos da Avenida Haroldo de Camargo, no Castelo, foram colocados apenas 30 centímetros de solo para aguentar dutos de quase 1 quilômetro. No meu entender, foi um grande erro.” Márcio Aurélio Soares (PDT) O médico Márcio Aurélio Soares tem 65 anos e é o candidato a vice da chapa A Santos que a Gente Quer (Federação Brasil da Esperança, formada por PT/PC do B/PV, mais a Federação Psol/Rede e o PDT), encabeçada por Telma de Souza (PT). “ É uma honra e uma responsabilidade caminhar com uma pessoa tão icônica e simbólica. A gente tem a expectativa de ajudar especialmente na área da saúde, onde sou médico especialista em saúde pública ”, afirma. Segundo ele, seu acúmulo de experiência “pode trazer um trabalho significativo para a Cidade”. “Vim para Santos, na administração da Telma, contribuir para a criação do SUS, a implantação das policlínicas e os demais programas de saúde.” Sadao Nakai (MDB) O empresário Sadao Nakai tem 61 anos e é o candidato a vice-prefeito da chapa Santos Valle Muito Mais (MDB/PL/Mobiliza/PRD), encabeçada pela candidata Rosana Valle (PL). “Meu apoio à Rosana será no auxílio da execução do plano de governo que elaboramos conjuntamente. A forma com que isso ocorrerá ficará a critério dela”, afirma Sadao. “Não há condicionais ou definição de função operacional sem antes haver vitória nas urnas”, argumenta. Para ele, o que está clara neste momento é a função institucional do vice-prefeito, como determina a Lei Orgânica do Município. “Pretendo dar todo suporte à Rosana nas relações com a Câmara Municipal, onde exerci três mandatos e ocupei os cargos de Presidência e Secretaria.”