[[legacy_image_174786]] As três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Santos tiveram um desafio e tanto nos últimos dois anos, por conta da pandemia de covid-19. Números como o de atendimentos nos últimos 12 meses reforçam a confiança da população nos serviços prestados: foram mais de 400 mil atendimentos, segundo dados da Prefeitura. Mas sempre há espaço para melhorar. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Na UPA Zona Leste, foram computados 131.220 atendimentos; já na Central, o número ficou em 137.014 atendimentos. Por fim, na Zona Noroeste, ocorreram outros 141.357. Porém, muitos deles poderiam ser evitados, se realizados nas unidades da Atenção Básica.“Há filas, mas não é só no público, no privado também. Cerca de 70% dos atendidos são de prioridade verde e azul”, diz o secretário de Saúde, Adriano Catapreta. Ele se refere à classificação de gravidade de risco, modelo de atendimento das unidades de “porta aberta”, ou seja, que não exigem agendamento prévio ou encaminhamento. Todos os pacientes passam pela triagem ao chegar e os casos mais graves são priorizados. Para o secretário, a chave para um desempenho ainda melhor das UPAs é o reforço dos atendimentos em policlínicas e demais unidades básicas de saúde. Apenas em situações agudas e urgentes, a UPA deve ser procurada (veja detalhes no destaque ao lado). ImpactoOs últimos dois anos foram, de fato, impactantes na rotina das UPAs de Santos. Desde os centros de triagem, ainda no início da pandemia, às tendas que observavam os pacientes com síndromes gripais, no final do ano passado, o momento foi de ação e reflexão. E deixou um legado. “Compramos equipamentos e contratamos gente. Os leitos de UTI da UPA da Zona Noroeste, por exemplo, permaneceram. E a UPA da Zona Leste foi importante como hospital de campanha. Foi um trabalho de extrema importância”, frisa Catapreta. Atualmente, são 29 leitos na UPA Zona Leste, 22 na Central e 20 na Zona Noroeste. As UPAs oferecem atendimento de urgência e emergência 24 horas em clínica médica, ortopedia, pediatria e odontologia. A UPA da ZN não oferece odontologia por ser classificada pelo Ministério da Saúde como Tipo II. São realizados procedimentos de imobilização, curativo, sutura e inalação, bem como exames de imagem, como raios X, ultrassonografia para pacientes internados e exames laboratoriais. PandemiaAs organizações sociais (OS) cuidam da gestão das três Unidades de Pronto Atendimento em Santos. O conceito de entidades envoltas em polêmica, com problemas administrativos, é afastado na Cidade, de acordo com o secretário Adriano Catapreta. Segundo ele, um efeito da pandemia foi mostrar à sociedade a hierarquia nas unidades, com o comando da Prefeitura. “Essas organizações possuem facilidade e agilidade em compras e determinadas ações. Mas a gente cobra e elas têm que dar essa qualidade”, diz. Atualmente, as três unidades de pronto-atendimento municipais são publicizadas, ou seja, gerenciadas por OS. O contrato da UPA Central vence em fevereiro de 2027; o da Zona Leste, em março de 2025; e o da Zona Noroeste, em janeiro de 2024. Elas são geridas por In Saúde, Pró-Saúde e Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), respectivamente.A escolha dessas entidades se dá por meio de um processo de chamamento público, em que organizações sociais já qualificadas perante o Município podem se habilitar no certame. Gestão de pessoasCatapreta acredita que o diferencial do atendimento está também na capacitação dos funcionários ligados à saúde, com foco na humanização. Em abril, por exemplo, ocorreu o primeiro encontro do projeto Educação Permanente: Processos de Trabalho da Secretaria de Saúde de Santos, com discussão sobre modos de aperfeiçoar a gestão no cotidiano dos serviços de saúde, visando o melhor relacionamento entre gestores, trabalhadores e usuários. “A Escola da Saúde (ligada à Coordenadoria de Formação e Gerenciamento de Recursos Humanos da Secretaria Municipal de Saúde, a COFORM-SMS) dá mais qualidade ao atendimento. O aprimoramento é importante”, avalia.