Santos planeja ter três mil câmeras de monitoramento até o final de 2024

Número de equipamentos seria 74% superior ao existente atualmente

Por: Sandro Thadeu  -  25/09/22  -  22:00
Inaugurado em setembro de 2020, o CCO integra o trabalho de serviços públicos e forças de segurança
Inaugurado em setembro de 2020, o CCO integra o trabalho de serviços públicos e forças de segurança   Foto: Matheus Tagé/AT

A Prefeitura de Santos planeja aumentar em 74% o número de câmeras de monitoramento até o final de 2024. É a meta da atual gestão, segundo o secretário municipal de Segurança, Sérgio Del Bel Júnior. O número de equipamentos iria de 1.722 para 3 mil, contemplando, inclusive, a Área Continental.


A ideia poderá sair do papel em razão dos investimentos contínuos, desde a década de 2000, na instalação e na ampliação da rede de fibra óptica na Cidade.


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A Infovia permite a transmissão de dados e de vídeos para sistemas de informação da Administração, que os repassam em tempo real ao Centro de Controle Operacional (CCO), no embasamento do Palácio José Bonifácio (leia mais nesta página). Inaugurado em setembro de 2020, o CCO integra o trabalho de serviços públicos e forças de segurança da Cidade. Em dois anos, contabiliza cerca de 150 mil ocorrências de atendimento a cidadãos e de monitoramento urbano.


Expansão
Nos últimos dez anos, cresceu o número de câmeras mantidas pela Administração. Em 2012, eram 166.


Parte das câmeras é fixa em pontos específicos, e outras giram 360 graus na horizontal e 180 graus na vertical. Todas registram imagens em alta resolução e são inteligentes, ou seja, é possível configurá-las para que se delimite um perímetro protegido por um sensor virtual. Se alguém ou algo passar por esse espaço, será emitido um alerta.


Essa tecnologia é fundamental para identificar, por exemplo, uma invasão a um equipamento público que está fechado no período noturno ou aos finais de semana, pois seria inviável manter 24 horas pessoas acompanhando as imagens.


O mesmo pode ser feito nas vias e calçadas, o que permite verificar movimentação suspeita de pessoas. Essa tecnologia também tem outras finalidades além da questão da segurança, como medir o tamanho das filas de vacinação nas unidades de saúde.


Os critérios para determinadas vias receberem esse tipo de equipamento é um dos principais questionamentos feitos pela população. O secretário de Segurança explica que essa definição considera o histórico de ocorrências criminais e se o local tem grande fluxo de pessoas e muitos estabelecimentos comerciais e bancários.


Também há câmeras instaladas em pontos estratégicos para acompanhar melhor o fluxo de veículos. Neste ano, a Administração Municipal instalou 211 câmeras em 60 pontos turísticos e comerciais da Cidade. Essa ampliação e renovação de equipamentos ocorreu nos bairros Boqueirão, Centro, Gonzaga, Embaré, José Menino, Pompeia e Vila Mathias.


“A importância das câmeras não está apenas na prevenção, mas também na recuperação de imagens para investigação. Se você não colocasse tecnologia, elas não teriam utilidade. Isso substitui, em alguns casos e com vantagem, o elemento humano. E eles se complementam. Não adianta tocar o alarme se não tiver ninguém para atender a ocorrência”, ressalta Del Bel, que é coronel reformado da Polícia Militar (PM).


São 450 km de fibra óptica
A Infovia, rede de comunicação de alta performance para a transmissão de dados, voz e imagem mantida pela Prefeitura, é formada por 450 quilômetros de rede de fibra óptica na área insular e passa por 230 unidades municipais.


Em 2004, essa rede era de apenas 500 metros e abrangia três prédios. As primeiras 30 câmeras mantidas pelo Município entraram em operação em 2006, mesmo ano do início de funcionamento da antiga central de monitoramento.


A chefe do Departamento de Tecnologia da Informação de Santos (Detic), Maria Augusta Bezerra da Silva
A chefe do Departamento de Tecnologia da Informação de Santos (Detic), Maria Augusta Bezerra da Silva   Foto: Matheus Tagé/AT

Conforme a chefe do Departamento de Tecnologia da Informação de Santos (Detic), Maria Augusta Bezerra da Silva, cerca de 800 telefones e 8 mil computadores estão conectados à Infovia. As imagens das câmeras que aparecem no CCO chegam por essa malha. Para garantir melhor desempenho na transmissão de dados, a Cidade mantém 18 pontos de presença (POPs) em locais estratégicos.


“Tudo aquilo que fazemos utilizando a tecnologia é para gerar um benefício ao munícipe, seja do carnê para poder fazer o pagamento do IPTU até acessar o prontuário eletrônico. A gente sempre está pensando para que os cidadãos recebam esse serviço de forma mais rápida e com uma qualidade melhor”, afirma.


Prevenção
Neste mês, a Prefeitura renovou por um ano o contrato com a empresa Net Telecom Informática Ltda., que receberá R$ 3,91 milhões para a manutenção corretiva da Infovia e do sistema de monitoramento.


Maria Augusta explica que é importante ter o suporte desse serviço para resolver problemas externos, como um rompimento de cabo de fibra óptica, que pode interromper a transmissão de imagens das câmeras e a conexão de algum equipamento municipal.


Normalmente, esse tipo de situação ocorre por fatores como ventania, queda após ter sido atingido por caminhões e, até, vandalismo. A empresa contratada também tem a responsabilidade de fazer a limpeza dos aparelhos que ficam em áreas externas.


“A rede interna da Prefeitura é uma responsabilidade da nossa equipe de tecnologia. Isso não somente no CCO, mas também nas demais unidades da Administração Municipal”, diz. Esse trabalho também é executado por funcionários da Prodesan.


Diariamente, os servidores do Detic acompanham um painel no centro de operações da rede, onde é possível identificar eventuais irregularidades na Infovia, como problemas nas câmeras e falhas nos no-breaks (equipamentos que protegem e mantêm em funcionamento dispositivos eletrônicos em situações de oscilação ou ausência da rede elétrica) ou nos switches (aparelhos que servem para organizar e fazer a entrega dos dados).


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