[[legacy_image_18027]] A Prefeitura de Santos não respeitará a determinação do governo do estado de São Paulo, que obrigou os estabelecimentos comerciais funcionarem, no máximo, por 10 horas, e com horário limite de 22 horas para o consumo local em bares e restaurantes. A medida faz parte da regressão da Baixada Santista para a fase amarela do Plano São Paulo de retomada econômica. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços! O anúncio foi feito pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), neste domingo (6), durante live nas redes sociais. Segundo o chefe do Executivo, a medida não faz sentido por não ser eficiente. "Você limitar horário não ajuda em nada. Nosso pleito é para ampliar. Nós aprendemos que você reduzir horário estimula a aglomeração. Nos bares e no shopping da mesma forma. Fazendo isso, ao invés de diluir, estamos contribuindo para ampliar (a aglomeração)". O município quer adotar o funcionamento de shoppings center por 24 horas, enquanto bares e restaurantes funcionariam por 12 horas. Segundo Barbosa, foi encaminhado um pedido ao governo paulista para a revisão da medida. O tucano anunciou que dará 72 horas para ter um posicionamento. Se a resposta não vier, Santos irá adotar um horário próprio de funcionamento para os estabelecimentos. O chefe do Executivo falou que espera que prevaleça o bom-senso. Porém, caso o pleito não seja atendido, a prefeitura deverá publicar um decreto com o novo horário e, se preciso, discutir o caso em juízo. " Não cabe tomar medidas como essa, que no meu entendimento e de vários especialistas, vão contribuir para aumentar o número de casos (de coronavírus) e não diminuir". Barbosa também anunciou que irá convocar uma reunião do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb) para tratar do tema regionalmente. Protesto Bares e resutantes de Santos aderiram ao movimento Meia Porta, que crítica o retorno do horário limite de funcionamento para empresas. Idealizado por empresários da região, a ação já mobilizou mais de 30 comércios do ramo alimentício e está sendo apoiada por milhares de internautas.