Santos já conta com uma estação elevatória na Zona Noroeste para combater as enchentes na região (Vanessa Rodrigues/AT) O programa Santos Mais também traz incentivos à preservação do meio ambiente, tendo como ponto central a macrodrenagem. Ele prevê a construção de quatro estações elevatórias na Zona Noroeste. Atualmente, a cidade já conta com uma estrutura desse tipo, no final da Avenida Haroldo de Camargo (Castelo). Inaugurada em 2023, ela não faz parte do programa, mas já beneficia a população. “Basicamente, essa estação tem um bom bombeamento, de grande escala, permitindo que o acúmulo de água em determinada localidade seja bombeado e dirigido a um local, que dê a vazão para essas águas. É sempre bom lembrar que a Zona Noroeste está abaixo do nível do mar. Então, se faz necessário, estruturas dessa natureza. É a engenharia dando uma resposta para essa estruturação, para que não tenhamos mais alagamentos naquelas áreas”, explicou o secretário de Governo de Santos, Fábio Ferraz. O trabalho será iniciado pela estação elevatória número 6, que fica na região do Saboó. Depois serão feitas a 4, 2 e a 9. O período para instalação é de cinco anos, prazo de duração do contrato de financiamento assinado junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF). “Além das estações, queremos promover o desassoreamento do Rio dos Bugres, que faz a divisa na região do dique, entre Santos e São Vicente”, ressaltou Ferraz. A ideia é fazer com que o rio dê condições de maior capilaridade de vazão d’água. “Se a gente for hoje no rio, ele realmente tem uma dificuldade muito grande de ter fluidez por conta de resíduos que foram acumulados ao longo dos anos. Lembrando que ali nós temos uma estrutura muito precária, com palafitas tanto do lado de Santos quanto de São Vicente. Então, já há como reflexo direto a remoção de famílias. Para abrigá-los, está sendo concebido um conjunto habitacional de 864 unidades na Zona Noroeste, ao lado do sambódromo”.