[[legacy_image_191123]] Santos está entre os municípios que apresentam os melhores indicadores sociais, econômicos e ambientais do País, ao ocupar a 16ª colocação no ranking do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades do Brasil (IDCS-BR), iniciativa do Instituto Cidades Sustentáveis (ICS) lançada na última quinta-feira (7). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os resultados são fruto de um cruzamento de mais de 100 dados públicos, que permitiu verificar o grau de desenvolvimento de cada um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) que integram o plano de ação global Agenda 2030, anunciado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015. Santos obteve a nota 63,12 e faz parte de um seleto grupo de 113 municípios do Brasil que alcançou a marca entre 60 e 79,99 pontos. Eles estão no nível “alto de desenvolvimento sustentável”. Segundo o coordenador geral do ICS, Jorge Abrahão, o resultado obtido pela Cidade está relacionado diretamente ao fato de Santos estar levando muito a sério a intenção de cumprir os ODSs. “Essa agenda é uma grande oportunidade para as cidades, porque trazem uma possibilidade de um diálogo com a sociedade pela facilidade do entendimento desse trabalho”, afirmou. Na avaliação dele, os municípios que colocam de uma forma muito clara em suas gestões e para o público a busca pelo atingimento dessas metas conseguem trazer uma visibilidade muito positiva. “Esse comprometimento com essa agenda global abre as portas para a chegada de recursos para o custeio de projetos. Todos os financiamentos internacionais estão relacionados aos ODSs. Santos é um exemplo por assumir, de fato, esse compromisso de uma maneira muito forte há alguns anos. São raras as cidades que chegaram a esse nível”, frisou. Trabalho contínuoO secretário municipal de Meio Ambiente, Marcos Libório, afirmou que o resultado obtido por Santos no ranking do IDCS-BR é fruto de uma construção realizada pela Administração Municipal em parceria com outras instituições e sociedade civil ao longo dos últimos anos. “Construímos uma governança no que diz respeito à sustentabilidade por meio de leis, projetos, programas e, principalmente, pessoas e entidades. Ao incluir os ODSs no plano de governo, a gente transforma metas em objetivos reais e precisamos mostrar resultados periodicamente”, destacou. Um dos frutos dessa ação conjunta é a criação do Plano Municipal de Ações Climáticas (PAC), em janeiro deste ano. O documento traz 50 metas para serem cumpridas entre 2025 e 2050, A cidade foi a primeira do País a traçar um planejamento para conter as alterações do clima e lidar com as consequências do aquecimento global. “Também estamos trabalhando forte na questão da drenagem, na contenção das encostas dos Morros e na promoção da Cultura Oceânica na rede municipal de ensino”, disse Libório, que é vereador licenciado pelo PSB e foi o autor dessa legislação mencionada, a primeira desse gênero no mundo. Outras cidadesAlém de Santos, mais duas cidades da Baixada Santista aparecem entre as 500 primeiras mais bem colocadas no ranking do IDSC-BR: Praia Grande (325º lugar) e Peruíbe (491º). Na sequência, aparecem os seguintes municípios da região: Mongaguá (584º lugar), Cubatão (640º), Itanhaém (809º), Guarujá (812º), São Vicente (1.019º) e Bertioga (1.267º). As oito cidades locais mencionadas estão no nível “médio de desenvolvimento sustentável”, pois tiveram uma nota entre 50 a 59,99 pontos. O detalhamento desse levantamento pode ser acessado no link: idsc.cidadessustentaveis.org.br. Pioneira no mundoCom a criação do IDSC-BR, o Brasil tornou-se o primeiro país do mundo a monitorar e avaliar o nível de evolução da sustentabilidade em todos os municípios a partir dos objetivos da Agenda 2030 da ONU. Segundo o coordenador geral do ICS, Jorge Abrahão, a ideia de construir essa metodologia surgiu a partir de uma inquietação ao participar, em 2019, do Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável, realizado em Nova Iorque (Estados Unidos). Esse evento reúne anualmente autoridades para avaliar o avanço dos países rumo à Agenda 2030 e seus 17 ODSs. “Se cada país faz essa prestação de contas sobre o cumprimento das ODS nesse encontro, por qual motivo não podemos fazer o mesmos nas cidades? A partir daí começamos um diálogo com outras entidades e esse esforço, após dois anos, resultou na criação do IDSC-BR”, explicou. Abrahão disse que essa iniciativa representará um instrumento estratégico para os gestores públicos, que poderão analisar os resultados para orientar a ação política municipal. As equipes técnicas das cidades também terão a oportunidade de definir referências e metas com base nesses indicadores. Essa experiência brasileira será apresentada pelo coordenador geral do ICS como solução para as cidades durante a edição deste ano do Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável. O evento teve início em Nova Iorque no último dia 5 e vai terminar nesta sexta-feira. A ideia é expandir essa metodologia para outras cidades da América Latina. O IDSC-BR é uma iniciativa do Instituto Cidades Sustentáveis, no âmbito do Programa Cidades Sustentáveis, em parceria com o Sustainable Development Solutions Network (SDSN), apoio do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e financiamento do Projeto CITinova.