A passagem do furacão chegou a destruir a cerca da casa (Renata Costa Pinto Lopes Ventura) O furacão Beryl, que atingiu áreas do Estado do Texas, nos Estados Unidos, provocou danos significativos, especialmente nas redondezas de Houston, onde mora a família da santista Renata Costa Pinto Lopes Ventura. Ela, o marido Luiz Fernando Ventura e o filho moram em Pearland, que fica a meia hora de Houston. “Havia um aviso de furacão e seguimos o alerta, armazenando água, nos protegendo em casa, deixando celulares carregados e a despensa abastecida”, diz. No domingo à noite, ela conta, a chuva já estava muito forte e com bastante vento. Hoje (segunda-feira) , pouco antes das 6 horas, chegou a ventania fortíssima, elevada à categoria de furacão. Derrubou a cerca da casa e destruiu muita coisa pelo caminho. “Também entrou um pouco de água pela parede da minha casa, mas ficou tudo bem. O problema agora é a falta de energia que pode durar dias. Logo a bateria do celular acaba e vamos precisar comprar gelo para preservar o que tem na geladeira. Mas o importante é que estamos bem”. Morte Segundo as autoridades do Texas, cerca de 2 milhões de pessoas estão sem energia no Estado. Houve ainda quedas de árvores e a suspensão de serviços básicos. Foi registrada a morte de um homem, após uma árvore cair sobre sua casa no Condado de Harris. O furacão trouxe chuvas torrenciais e ventos que superaram os 120 km/h, deixando um rastro de destruição por onde passou. Relatos locais e da mídia destacaram os extensos cortes de energia e os múltiplos danos a propriedades. Esse cenário ressalta os desafios associados à preparação e resposta a desastres naturais dessa magnitude. O Aeroporto Intercontinental George Bush de Houston anunciou que vários voos foram cancelados pelo mau tempo. O portal Flight Aware relatou 981 cancelamentos neste terminal nesta segunda-feira (8). Beryl é o primeiro furacão da temporada do Atlântico, que vai do início de junho ao fim de novembro, e impressionou os especialistas pela intensidade.