Todos os funcionários foram reorientados de que este não é um procedimento da companhia e, portanto, não deve se repetir (Reprodução) Promotores de venda que atuavam em uma unidade do Assaí Atacadista, localizada na Avenida Ana Costa, em Santos, relataram episódio envolvendo a gerência da loja. Segundo mulher que entrou em contato com A Tribuna, os trabalhadores estavam no mercado na segunda-feira (7) e, ao chegarem para o expediente, guardaram suas bolsas nos armários da portaria, como de costume. No entanto, sem qualquer aviso prévio, o gerente da unidade ordenou que todos os pertences fossem retirados dos armários e colocados em sacos. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em imagens obtidas por A Tribuna, é possível ver que os pertences estavam amontoados e amassados dentro dos sacos. De acordo com a mulher, cuja identidade foi preservada, além dos danos materiais, houve furtos de objetos pessoais, incluindo perfumes, equipamentos de proteção individual (EPIs), botas, luvas e até dinheiro que estava dentro das carteiras. Um homem, que preferiu não se identificar, afirmou que estava presente no dia do ocorrido e considerou a situação um desrespeito à categoria dos promotores de vendas. “Não fomos informados, comunicados, nem nos deram um prazo para retirar os nossos pertences dos armários”, disse. Segundo ele, os equipamentos de proteção individual (EPIs) — dispositivos ou produtos destinados à proteção contra riscos capazes de ameaçar a segurança e saúde — foram misturados com os outros pertences. “Como vamos encontrar nossos itens com tudo misturado dentro de um saco?”, reclamou. A mulher que entrou em contato com A Tribuna afirmou que a situação só foi revertida após a intervenção do sindicato da categoria, que foi acionado pelos trabalhadores. O representante sindical compareceu para negociar com a gerência. Posicionamento A equipe de reportagem entrou em contato com o atacadista, que, por meio de nota, informou que lamenta o ocorrido na unidade da Avenida Ana Costa. Segundo o Assaí, a situação ocorreu após a gerência solicitar a limpeza dos armários, com o objetivo de viabilizar a instalação de novos compartimentos e, assim, ampliar o atendimento a mais promotores. De acordo com a empresa, todos os funcionários foram reorientados de que este não é um procedimento da companhia e, portanto, não deve se repetir. Por fim, o atacadista afirmou que a liderança da unidade pediu desculpas pessoalmente aos promotores e os orientou a procurar a gerência em casos de objetos não localizados. Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores Promotores, Repositores e Demonstradores de Merchandising e Vendas do Estado de São Paulo (Sinprodem-SP) disse que, ao chegar, os trabalhadores foram surpreendidos com "pertences pessoais, equipamentos de trabalho e EPIs jogados no chão, todos misturados e parte em sacos de lixo, sem comunicação prévia. A atitude arbitrária causou constrangimento e humilhação, consequentemente perdas e desvio de pertences, com sérios prejuízos aos trabalhadores. Reafirmamos nosso compromisso em defender os direitos dos trabalhadores e em lutar contra todas as formas de violência e discriminação no ambiente de trabalho".