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Segunda-feira

17 de Junho de 2019

Prodesan fecha outro ano no vermelho: R$ 16,4 mi

Trata-se do prejuízo registrado em 2018, que foi 273% superior ao do ano anterior

A Progresso e Desenvolvimento de Santos (Prodesan), empresa de economia mista que tema Prefeitura como maior acionista, fechou 2018 com um prejuízo de R$ 16,4 milhões. O valor é 273% maior do que em 2017, quando o deficit foi de R$ 4,4 milhões. Consequentemente, o prejuízo acumulado chegou a R$ 330,9 milhões em 2018, ante R$ 315,4 milhões no ano anterior.

Os números constam no balanço anual (demonstrações financeiras) da Prodesan publicado na terça-feira no Diário Oficial de Santos. O comprometimento financeiro da empresa com dívidas também cresceu. No final de 2017, o passivo total era de R$ 320,1 milhões. Um ano depois, subiu para R$ 332 milhões.

O balanço foi acompanhado do relatório de uma auditoria independente, a TBRT – Itikawa Auditores Independentes. A conclusão é de que a Prodesan é dependente de contratos de prestação de serviços firmados com a Prefeitura e eles não têm sido renovados, mas repassados para empresas terceirizadas.

“Mesmo diante dessa situação de diminuição dos serviços contratados com a Prefeitura, não houve qualquer reestruturação de gastos operacionais com mão de obra empregada na Prodesan. Este fato leva à questão de incerteza quanto à continuidade da Companhia”, destaca o texto.

Presidente
Nos últimos dois dias, a Reportagem tentou entrevistar o presidente da empresa, Antônio Carlos Silva Gonçalves, para comentar os números negativos e as formas de melhorar a situação. Segundo a assessoria de imprensa, ele não poderia se manifestar por estar em licença médica.

No mês passado, Gonçalves, que assumiu a presidência no início deste ano, disse para A Tribuna que tinha como objetivo pôr a empresa nos trilhos. Afirmou também que ao menos R$ 9,00 de cada R$ 10,00 devidos já haviam sido renegociados com os credores.

Em comunicado aos acionistas publicado com o balanço, o presidente da Prodesan escreveu que, mesmo diante da condição econômica fragilizada do País, com receita operacional bruta da empresa  5,86% menor do que em 2017 e uma redução do lucro bruto em 7,58%, “conseguimos reduzir o total de nossas despesas operacionais em 15,52%, oriundas da diminuição das despesas gerais e administrativas (88% de redução)”.

Gonçalves também apontou que “mantivemos o nível do passivo, considerando que o pequeno acréscimo sobre os valores de 2017 (3,72%) coincide com o índice oficial de inflação (IPC-A)”.