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Sábado

29 de Fevereiro de 2020

Prefeitura de Santos gasta mais de R$ 1,3 milhão com o Carnabanda

Despesa feita sem licitação foi para atender às novas medidas de segurança para 36 bandas até 25 de fevereiro

A Prefeitura de Santos gastou mais de R$ 1,3 milhão dos cofres públicos, com medidas de segurança que ela mesma exigiu, para a continuação do Carnabanda na cidade. O contrato com a empresa Cape Feiras e Eventos, sem licitação, foi publicado nesta quarta-feira (12) no Diário Oficial do município.

Em 28 de janeiro, um tumulto ocorrido em uma banda no Gonzaga suspendeu a programação de desfiles pelas ruas. Três dias depois, a prefeitura anunciou a retomada com novas regras, como controles de capacidade e acesso, uso de detectores de metais, carros de som parados e ambientes controlados e fechados por gradis. 

Segundo o contrato, a Cape Feiras e Eventos ficou responsável pelos serviços de locação de gradil, controle de acesso, monitoramento, incluindo equipe técnica e operacional, no período de 8 a 25 de fevereiro, para atender 36 bandas. O valor total é de R$ 1.388.160, pagos pela Secretaria Municipal de Cultura. Isso quer dizer que a prefeitura gastará R$ 38,5 mil por banda com equipamentos de segurança.

O valor gasto nesse contrato é maior do que o cachê repassado pela administração municipal às escolas de samba para os desfiles na cidade. Essa verba ficou em R$ 1,1 milhão. Já com a estrutura da Passarela do Samba Dráuzio da Cruz, a prefeitura gastou em torno de R$ 1,5 milhão.

Explicações 

Segundo o secretário de Cultura de Santos, Rafael Leal, a contratação dos serviços seguiu orientação da Polícia Militar para continuidade da programação com segurança. “A única modalidade de contratação que poderíamos fazer, permitida por lei, era a emergencial. Porque era uma série de medidas para manter o ambiente controlado, em 36 eventos diferentes para montar e desmontar. Precisa de uma empresa especializada”.

Segundo o secretário, as novas exigências acertadas com a PM jamais seriam de responsabilidade das bandas, que “são amadoras e não profissionais”. “Todos os itens contratados são para a segurança do folião, mas também dos moradores. E depois disso, não teve mais nenhuma confusão, então, as medidas foram corretas. Foi investimento em segurança, não é em carnaval”, diz Leal.

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