[[legacy_image_857]] O projeto para reforma do Palácio da Polícia, no Centro de Santos, que sedia a corporação na Baixada Santista e no Vale do Ribeira, está aprovado e licenciado. Atualmente, segundo a Prefeitura, técnicos do Departamento de Controle do Uso e Ocupação do Solo e Segurança de Edificações, da Secretaria de Infraestrutura e Edificações (Siedi) analisam alterações solicitadas no projeto já aprovado. A Secretaria de Segurança Pública do Estado, responsável pelo imóvel, não mencionou quais obras estão previstas, datas para início e término nem custo estimado. Em um laudo pericial feito em abril do ano passado, por ordem da Justiça, o engenheiro civil e perito judicial José Luiz Villela Macedo Brandão calculou em R\$ 28 milhões o custo dos serviços. O Palácio da Polícia, na Avenida São Francisco, 136, está em condição crítica, conforme apontam reportagens feitas há mais de uma década. O laudo de 2019 constatou que o edifício põe em risco funcionários e visitantes. Em dezembro último, a Justiça mandou interditar o prédio, atendendo a pedido do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de São Paulo na Região de Santos (Sinpolsan). Também determinou que a marquise existente fosse escorada e, em 15 dias, isolada por meio de redes de proteção. O prédio, porém, continua aberto e abriga unidades como o 1º Distrito Policial (DP), em funcionamento. Contudo, há uma marquise no lado da Praça Correia de Melo para escorar materiais que se soltem da fachada. Ofício A SSP afirma, também, que um ofício datado de segunda-feira pela Delegacia Seccional de Polícia Civil espera resposta. Nele, se pergunta à Prefeitura se a “Lei de Zoneamento” (na verdade, a Lei Municipal de Uso e Ocupação do Solo) permite instalar “unidades policiais” em um prédio na Avenida Conselheiro Nébias, 204, na Vila Nova. Trata-se de um edifício comercial desocupado desde sua construção, com uma faixa de aluga-se na fachada e placas e adesivos de vende-se no muro e nos portões. A Prefeitura não informou a que “unidades” se refere o ofício e sugeriu à Reportagem contatar a Polícia Civil. A Secretaria da Segurança Pública limitou-se a declarar que espera resposta a “outras consultas para estudos feitos pelo Deinter-6”, em alusão ao Departamento de Polícia Judiciária do Interior Seis.