[[legacy_image_18679]] Pais e professores da rede pública de Santos realizaram nesta quinta-feira (10), na Praça Mauá, mais um protesto contra a terceirização da educação inclusiva. Eles criticam a intenção da Prefeitura de autorizar organizações da sociedade civil (OSCs) a atuar nas escolas com crianças com deficiência e Transtorno do Espectro Autista (TEA). Clique e Assine A Tribuna por R\$ 1,90 e ganhe acesso ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em lojas, restaurantes e serviços! “Ninguém deveria estar na praça, em manifestação ou reunião por ser um período de pandemia. Mas temos que lutar. E é uma luta contínua porque, em vez de melhorar, a educação regride”, disse a professora Cinthia Cardoso, que é mãe de criança com deficiência. A manifestação, com apoio do Sindicato dos Servidores de Santos (sindserv Santos), já estava programada desde segunda-feira, quando houve uma reunião, também no Paço, envolvendo pais, professores e representantes das secretarias de Educação e Gestão e da Coordenadoria de Políticas para Pessoas com Deficiência. Nesse encontro ficou definido que as reivindicações seriam levadas ao prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). Uma das principais é a manutenção dos professores da rede municipal que desempenham a função de mediadores no contraturno. O edital de chamamento público divulgado no início deste mês previa que os profissionais das OSs poderiam ter só Ensino Médio. Indignados, pais e professores, juntamente com o sindicato, promoveram um protesto no último sábado. Avaliação Na terça-feira (8) foi publicada a revogação do edital, que passaria por um “aprimoramento”. Questionada sobre quais pontos poderiam ser revistos, a Secretária de Educação, Cristina Barletta, não detalhes. “Estamos avaliando alguns apontamentos que surgiram na reunião de segunda-feira com as comissões e sindicato e também na terça-feira, na Câmara, com os vereadores”. Ela, no entanto, procurou explicar o item referente à escolaridade do profissional. “Como os pais ficaram temerosos com relação ao Ensino Médio, a nossa proposta é que esse seja o nível mínimo. O Ensino Médio com habilitação no Magistério”. Esse ponto já foi tema de debate na segunda-feira. Os pais e servidores não ficaram satisfeitos. “Uma pessoa com Magistério não é especialista em educação especial. Ela não tem o conhecimento profundo para tratar todas as situações, para ajudar no desenvolvimento da criança”, disse Cinthia. Mas a secretária reforça que haverá critérios para a seleção. “As OSCs têm condição de exigir um perfil para esse profissional, com comprovação de, no mínimo, um ano nesse campo de atuação. Desde 2016, temos parcerias com essas entidades. Os nossos alunos, no contraturno, já estão com essas entidades”.