Quem foi ao Parque Valongo, neste domingo (15), ficou triste ao ver a embarcação histórica parcialmente submersa (Alexsander Ferraz/AT) O domingo de sol levou visitantes ao Parque Valongo, em Santos, no litoral de São Paulo, não por conta de algum evento ou festa típica. Mas a curiosidade sobre o navio Professor W. Besnard, que tombou na última sexta-feira, ofereceu um ingrediente de lamento pelo ocorrido. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Mesmo assim, levar um registro de um importante patrimônio da pesquisa oceanográfica do País mobilizou quem passava pelo local, embalado pela torcida de dias melhores para a embarcação. É o caso do empresário Décio Petrillo, de 47 anos. Morador da Pompeia, em Santos, ele veio com a família curtir o dia longe da praia. E fez fotos do Professor W. Besnard tombado. “Li sobre o que tinha ocorrido. Já visitamos o Parque Valongo em outras ocasiões, e até fizemos fotos dele antes. Agora, está desse jeito. Uma pena mesmo”, explica. Seu primo, o administrador de empresas Márcio Luiz Alves, de 47 anos, mora em São Paulo e também aproveitou o domingo para um passeio diferente com as filhas e a afilhada. Elas brincavam no playground, alheias ao navio tombado a poucos metros dali. Para ele, a cena chega a ser antagônica. “É lamentável. Uma atração turística num estado de abandono, algo que pode até ser perigoso para os visitantes”, resume. Interesse No momento em que a Reportagem esteve no local, havia pessoas que davam apenas uma olhada e seguiam seu caminho. Já outras paravam para uma atenção maior. Em comum, o espanto com o panorama da embarcação. “Eu não tenho muita propriedade para falar (sobre o ocorrido). Mas é triste ver uma embarcação nesse estado. A gente vem com alguma frequência”, diz o consultor comercial Henrique Pádua, de 35 anos. Morador do bairro Aparecida, ele levou a esposa e os dois filhos para visitar o Parque Valongo. “Não podiam deixar isso acontecer. É um atrativo a mais para a região”. O especialista em engenharia naval aposentado Humberto Bogaz aproveitou a visita a Santos para uma reunião e foi ao Parque Valongo ver o Professor W. Besnard de perto. “É triste o que ocorreu. A questão sobre o que fazer com um navio que encerrou sua vida útil é um problema em muitos países, mas creio que há amor por ele, e pessoas que querem fazer coisas boas. Tirando ele dessa condição, vai poder ser um navio-escola”. Investigação A Marinha do Brasil abriu um inquérito administrativo sobre acidentes e fatos da navegação (IAFN) para apurar as causas e possíveis responsáveis pelo tombamento do navio. Enquanto isso, o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, garante que o navio será suspenso e levado a um estaleiro.