[[legacy_image_104193]] O movimento registrado em parte do final de semana animou comerciantes em Santos, que esperam boas vendas no feriado de Nossa Senhora de Aparecida, em 12 de outubro. No setor hoteleiro, a expectativa também é boa – houve número alto de check-ins em um hotel da praia do Gonzaga. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! “Surpreendentemente foi um final de semana com tempo ‘péssimo’, sem expectativas e feriado, mas movimento muito bom já desde sexta à noite. O movimento foi o mesmo de um fim de semana de sol”, conta o presidente do Sindicato de Hoteis, Bares, Restaurantes e Similares, Heitor Gonzalez. Segundo ele, os hotéis também estão com número alto de reservas para o próximo feriado, assim como para o fim do ano. “Céu de brigadeiro”, brincou. A coordenadora de controladoria do Parque Balneário Hotel, Katia Simões, disse que registrou 25 entradas num domingo, algo atípico. Apesar do tempo nublado, o movimento seguiu bom. “Ocupação em 90% num fim de semana comum é muito bom”, explica. Durante a semana, têm ganhado espaço as reservas para eventos corporativos, que, segundo ela, vêm voltando a ocorrer. “Mas os turistas ainda são, em maioria, paulistanos. É aquele turismo de curta distância. Tempo melhora um pouco, ele desce a Serra”, diz. Oportunidade Na loja Stillo Celulares, de aparatos para telefones, o vendedor Samuel Rodrigues começou o domingo com poucos clientes, mas sonhando com o sábado: um dia bom, segundo ele. “A maioria era de turistas”, reforça. O jovem de 20 anos mudou-se de Pernambuco para Santos. Uma tia já morava aqui e ele resolveu vir tentar a vida. Está há um ano na loja, oportunidade que surgiu ainda na pandemia. “Comecei justamente quando as coisas começaram a melhorar um pouco. Estava na experiência e acabei ficando”, conta ele. Situação diferente das amigas Dalva de Oliveira, de 66 anos, e Alessandra Andrade, de 45. Ambas trabalhavam na doceria Brunella, no Gonzaga. Dalva, há 7 anos. Alessandra, “desde que abriu”, há 20. “Ontem (sábado) foi um bom dia, teve bastante movimento. Para um fim de semana sem muitos atrativos, sem sol, foi bem bom. Gonzaga tava cheio”, diz. Ambulantes vivem outra realidadeSe no calçadão o movimento agradou os comerciantes, na faixa de areia, nem tanto. Ambulantes andam desanimados e ainda não recuperaram as perdas da pandemia. [[legacy_image_104194]] O tempo fechado no domingo fez a Praia do Gonzaga receber movimento apenas no jardim da orla, em plena hora do almoço. “Estou com quase R\$ 50 mil em dívidas da pandemia. Olha só o que tenho até agora: um cliente num guarda-sol com refrigerante e mais um com cerveja, em outro guarda-sol”, conta, desolado, o ambulante Leandro Porfirio de Jesus, de 40 anos. Natural de Sergipe, mora há seis anos em São Vicente e trabalha em Santos. Culpa os governos pelo abre-fecha e pela desordem de informação. “O (João, PSDB, governador) Doria mandou fechar tudo. Aí o (Jair, sem partido, presidente) Bolsonaro vai para televisão dizer que é para abrir e que não tem doença. Os prefeitos também... E a gente, tá como? Passando fome, comida cara. Tá difícil”. Sua esperança é que os próximos feriados possam trazer mais turistas e mais clientes. E o verão possa ser a salvação, desde que haja vacina para todos. No carrinho da Layla, por sinal, só a mais nova falta tomar a segunda dose.