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Sexta-feira

17 de Janeiro de 2020

Mostra no Museu do Café revela pontos em comum com árabes

Exposição ocorre de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos, das 10h às 17h

Em Santos, a exposição 'Café Árabe, um Símbolo de Generosidade' aborda a origem, os aspectos culturais de preparo e o consumo e a importância do café oriundo da península arábica. Está ocorrendo no Museu do Café (Rua XV de Novembro, 95, Centro).

Aberta na quinta-feira, tem ingressos a R$ 10, com meia-entrada para estudantes e maiores de 60 anos. As visitas são de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos, das 10h às 17h. A exposição deve durar até o fim de 2020.

Visitantes verão, por exemplo, o surgimento do comércio cafeeiro, iniciado pelos países árabes. Eles saberão que tudo começou quando um novo tipo de grão foi introduzido ao resto do mundo no século 15. Marrom como o chocolate que seria encontrado nas Américas anos depois, o café começou a ser comercializado por todo o mundo no fim da Idade Média.

De portos como o da cidade de Moca, no Iêmen, que foi um dos principais pontos de exportação de café até o século 18, saíam os grãos da bebida. Mas não só sobre história será a exposição. O intuito da equipe do museu é fazer o visitante se encontrar em um espaço onde aprenderá sobre os costumes árabes relacionados ao preparo e ao consumo de café.

Um ambiente contém móveis, utensílios de preparo e tapeçaria comuns às salas onde é servido o café nos países árabes. Outra sala reúne depoimentos, que poderão ser vistos ou ouvidos, de imigrantes árabes no Brasil falando sobre o preparo do café.

Parceria

Muitos objetos em exposição vêm do Museu do Café de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Uma parceria entre os dois museus permitiu, por exemplo, a chegada de xícaras, tapetes, fogão e, até, uma amostra de areia de deserto.

Segundo Marcela Calixto, coordenadora técnica do Museu do Café de Santos, “percebemos uma lacuna que tínhamos no nosso acervo quando começamos a fazer o mapeamento”. Segundo ela, com a nova exposição, o público poderá ver que, em termos de café, brasileiros e árabes são generosos.

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