Volume geral foi puxado pela alta no número de motos, de 19,4%. O de carros elevou-se em 8,2% entre 2019 e 2024, conforme o Detran-SP (Sílvio Luiz/AT) A frota de carros e motos da Baixada Santista cresceu 12,2% em cinco anos. Foram 80.142 unidades a mais no período, conforme dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP). A comparação é entre dezembro de 2019 e dezembro de 2024 (veja quadros). O volume geral foi puxado pela alta no número de motos, de 19,4%. O de carros elevou-se em 8,2%. Praia Grande e Guarujá tiveram o maior aumento da frota de automóveis e motocicletas. Em Santos, caiu a quantidade de carros, mas, na soma geral, houve aumento, devido à alta no total de motos. No caso praia-grandense, havia 14.715 carros registrados na Cidade a mais do que cinco anos antes: agora, são 91,4 mil. Outro exemplo é Guarujá, onde o número de carros saltou de 60.968 para 64.795, e o de motos, de 50.950 para 61.373. Ainda assim, a maior frota da região continua a ser a de Santos, município mais populoso da Baixada Santista. Mas foi a única em que houve queda em um dos elementos: o número de carros foi de 125.248 para 118.878. Em contrapartida, há 5.141 motos a mais. PREOCUPAÇÕES Para especialistas, o crescimento do número de veículos em circulação na Baixada Santista é preocupante e pode trazer riscos à população. “Os riscos do aumento da frota são atrasos das pessoas durante o processo de transporte, gerando custos financeiros, a poluição ambiental pela queima desnecessária de combustível, emanação de gases provocadores do efeito estufa, doenças físicas e mentais, como síndromes respiratórias, estresse e impaciência dos usuários, barulhos e ruídos, poluição visual”, exemplificou o engenheiro civil e professor Juarez Ramos da Silva, coordenador do MBA em Gestão de Projetos de Engenharia da Universidade Católica de Santos (UniSantos). Segundo Ramos, as companhias de engenharia de tráfego dos municípios têm de pensar em soluções. “Semáforos inteligentes, onda verde, capacitação dos motoristas, conscientização da população são algumas dessas tarefas.” A engenheira civil e professora Marcia Aps, coordenadora do Curso de Engenharia Civil da UniSantos, ressalta que o aumento da frota foi superior ao da infraestrutura viária, o que provoca transtornos no trânsito. (Fonte: Detran-SP) De acordo com a engenheira, é fundamental que as cidades melhorem seus planos de Mobilidade Urbana. “Além dos investimentos na infraestrutura viária e em tecnologia, deve-se melhorar a qualidade do transporte público, para que se incentive a migração do veículo particular para essa modalidade”, pontuou. Marcia também reforça a importância da micromobilidade, que diz respeito ao deslocamento de veículos leves e que trafegam em baixas velocidades, como bicicletas, ciclomotores e patinetes. Veículos elétricos, públicos ou particulares, também ajudariam a reduzir o número de veículos automotores nas vias, acrescenta. E eles deveriam ser integrados ao sistema de transporte público, na visão da engenheira.