Tradicional ponto de encontro, feiras devem ter padronização de barracas e diversificação de produtos à venda (Alexsander Ferraz/ AT) A Prefeitura de Santos, no litoral de São Paulo, apresentou o programa Inova Feira. A iniciativa busca modernizar e revitalizar as feiras livres. A proposta foi detalhada pelo secretário das Prefeituras Regionais, Rivaldo Santos, que destacou a necessidade de adaptar o modelo ao novo perfil de consumo e às dificuldades enfrentadas pelos feirantes. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o secretário, o projeto surge diante da queda no número de permissionários e da perda de público, resultantes da concorrência com supermercados e mudanças na rotina dos consumidores. “A feira livre tem tradição, é um ponto de encontro do santista, mas precisa se modernizar para continuar existindo com força”, afirmou. O programa tem três eixos. O primeiro é a padronização das barracas, com novos equipamentos, estruturas de alumínio, lonas e identificação dos feirantes. A ideia é melhorar o aspecto visual e as condições de trabalho, sem custos aos permissionários, por meio de parceria com a iniciativa privada. O segundo ponto prevê a reorganização das feiras, com definição de espaços, reforço na limpeza e melhoria dos banheiros. A Prefeitura também recadastrou 228 feirantes para regularizar a ocupação e evitar problemas como bloqueio de passagem de pedestres. O terceiro item busca ampliar a atratividade, com diversificação de produtos e inclusão de serviços, como ações de saúde e atividades educativas. A proposta inclui eventos culturais aos finais de semana, com atrações para estimular a presença do público. Em relação à segurança, o secretário disse não haver histórico relevante de ocorrências dentro das feiras, mas que haverá reforço nas rondas. O programa também prevê diálogo contínuo com os feirantes e estuda a criação de feiras em horários alternativos, como no fim da tarde e à noite. A avaliação do projeto será feita com base em pesquisas com feirantes e consumidores. Entre os desafios apontados, estão questões como estacionamento e impacto na mobilidade urbana.