<p data-end="496" data-start="0">A imersão em uma Amazônia que clama por socorro, com seus povos originários, tantas vezes em chamas, entre garimpos clandestinos ou desmatamento indiscriminado. O olhar sensível sobre esse Brasil, que muitos brasileiros desconhecem, marca a exposição <em data-end="278" data-start="251">Amazonas, Terra em Transe</em>, do fotógrafo Victor Moriyama, inaugurada ontem na Pinacoteca Benedicto Calixto, no Bairro Boqueirão, em Santos. Aberta hoje ao público, a mostra seguirá até o dia 20 de abril e abre a 3ª edição do Arte na Pinacoteca.</p> <p data-end="696" data-start="498">Com 75 fotos espalhadas por quatro ambientes, a exposição revela a sensibilidade de um jornalista de projeção internacional, com trabalhos para veículos como o norte-americano <em data-end="694" data-start="674">The New York Times</em>.</p> <p data-end="1029" data-start="698">“É um lugar extremamente complexo, com muitas realidades. Biodiversidade, animais que ainda estão em extinção, outros que não foram descobertos; mas também há narcotráfico, grilagem de terra, garimpo ilegal, contaminação da água, hidrelétricas... Uma ameaça permanente, sufocada por essa noção errônea de progresso”, afirma Victor.</p> <p data-end="1340" data-start="1031">O fotógrafo conta que, ao longo de dez anos, fez diversas viagens à Amazônia, transformando suas observações em um acervo de milhares de fotos. “Vou para lá quatro, cinco vezes por ano, e também morei em Belém (PA). Na hora que me dei conta, tinha 40 mil imagens”, relata o ‘porta-voz’ da realidade amazônica.</p> <p data-end="1515" data-start="1342">“É uma responsabilidade, mas é o nosso compromisso de mostrar o que está acontecendo, com o máximo de profundidade possível. Devemos trazer reflexões para além dos clichês”.</p> <p data-end="1627" data-start="1517">Também participaram do lançamento membros da tribo Yawanawá, que fica no Acre e tem cerca de 1.700 habitantes.</p> <p data-end="1948" data-start="1629">Para a presidente da Sociedade Amigos da Pinacoteca, Cristina Guedes, a exposição de Victor Moriyama representa o início “com pé direito” de uma temporada em que o Casarão Branco promete ser ainda mais plural, conforme preconiza a gestão do presidente da Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, Roberto Clemente Santini.</p> <p data-end="2233" data-start="1950">“Estamos no ano da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, que vai discutir as mudanças climáticas. Pautas ligadas à biodiversidade são fundamentais. O Victor tem esse olhar humanista. Com essa exposição, a gente se insere nesse contexto de meio ambiente.”</p> <p data-end="2375" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-start="2235">A mostra pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 9h às 18h. A Pinacoteca Benedicto Calixto fica na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 15.</p>