[[legacy_image_177171]] O estresse faz parte do cotidiano do nosso tempo. A forma de lidar com ele é que muda – e, acredite, essa condição pode ter um lado positivo, o de alavancar novas posturas e decisões. Quem garante é o professor Esdras Vasconcellos, doutor em Psicologia e Filosofia pela Universidade de Munique (Alemanha). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Ele participou, nesta terça-feira (17), do último dia de palestras do 16º Comec (Congresso Médico Científico), realizado pelo Centro Acadêmico Martins Fontes (CAMF) da Unimes, no Parque Balneário Hotel. O evento teve apoio do Grupo Tribuna. Segundo Vasconcellos, é necessário entender que muitos problemas em nossas vidas não são patológicos. “A natureza nos dá recursos para enfrentar as adversidades e construir novos estilos, novas formas de viver. O conceito do estresse positivo pode motivar pessoas a pararem e, em vez de sucumbirem, se entregarem ao estresse e se sentirem vítimas dele, a serem mobilizadas a criar soluções”, afirma. O especialista acrescenta que o estresse pode desembocar em dois caminhos: o da resiliência ou o burnout, quando existe um esgotamento. O que difere os dois conceitos é como as pessoas lidam com o chamado coping, um conjunto de esforços cognitivos e comportamentais para lidar com demandas específicas. “A gente sabe que está caminhando para um lado ou outro quando o desgaste está aumentando. Às vezes, é necessário a gente suportar um certo tempo. É como uma crise conjugal: há que se ter um pouco de paciência e ver se aquela situação pode ser solucionada. Se não, chega o momento da ruptura, que vai se transformar em doença mental ou física”. Ele classifica a pandemia como um período de estresse absoluto, e a forma de lidar com os novos tempos é o desafio da vez para a sociedade. “Ou a vida vai melhorar, ou todas as perdas que nós tivemos vão deteriorar nossa qualidade de vida. Criamos mais imunidade, não só física, mas também psíquica, a uma epidemia. Mas não tem como saírmos incólumes”. Inovações Outro tema abordado ontem foi o da inovação tecnológica. De acordo com Fábio Jatene, professor titular de Cirurgia Vascular da Faculdade de Medicina da USP e vice-presidente do Conselho Diretor do Instituto do Coração, o aprimoramento é sempre bem-vindo, mas desde que sob alguns cuidados. “A Medicina é uma área muito afetada pelas inovações. O problema é a gente poder usar, de fato, a parte boa em benefício do paciente. mas tendo cuidado da forma como vamos incorporá-las”, pontua. Ele lembra que, quase sempre, são processos caros para serem incorporados, demoram muito tempo para serem desenvolvidos, custam muito dinheiro e não é qualquer país ou qualquer situação que nós podemos incorporar inovação, que não chega de forma abrangente, como deveri ser. “O problema é que nós estamos sendo amassados, durante a prática médica, por aplicativos, dispositivos, novas drogas, terapia celular, telemdicina, laser. Precisamos aproveitar o melhor que a inovação pode trazer, da melhor maneira para as pessoas, sem comprometimento grave da nossa condição de investimento”. [[legacy_image_177172]] Gestão de saúdeEx-governador do Estado e pré-candidato a vice-presidente na chapa de Lula, Geraldo Alckmin ministrou palestra na manhã desta terça-feira (217) no Comec. Nomeado embaixador do congresso, ele falou sobre gestão de saúde. Em sua explanação, expôs os fatores que colaboram para o encarecimento do setor, como transição demográfica (envelhecimento da população), transição epidemiológica (mudança dos perfis das doenças) e incorporação tecnológica na saúde. Ele também citou desafios, como os gastos crescentes do setor, que são uma realidade em todo o mundo, e no Brasil não é diferente; a busca contínua da eficiência da gestão; a consolidação do espaço para melhorias na gestão dos serviços públicos e a necessidade de investimentos para modernização do setor, inclusive com melhoria na gestão como sistemas de TI, por exemplo.