Dos 40 casos confirmados, 32 são alunos e os outros oito são profissionais da unidade de ensino (Leandro Guedes /TV Tribuna) A Unidade Municipal Escolar (UME) Emília Maria Reis, no Campo Grande, em Santos, tem 13 casos confirmados de escabiose, conhece também como “sarna humana”. Doze alunos e uma funcionária da escola foram afastados após serem diagnosticadas com a doença. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Prefeitura de Santos, as pessoas que estão doentes só poderão retornar às aulas após a cura da doença. Isso será feito para interromper a transmissão do ácaro parasita, que ocorre por meio de contato físico. Mesmo com os casos de sarna humana, eles informaram que as aulas na unidade seguem normalmente. A administração pública disse que a escola tem 458 estudantes, sendo que 12 estão com sarna. As aulas seguem com o aval do Departamento de Vigilância em Saúde (Devig), que, de acordo com a Prefeitura, garante as condições necessárias para a proteção da saúde e bem-estar de todos. Além da Secretária da Saúde, a Secretaria de Educação (Seduc), a Supervisão de Ensino e o Programa Saúde na Escola também acompanham atentamente a situação na escola. O afastamento dos alunos e de uma funcionária faz parte das medidas preventivas orientadas após a vistoria da Seção de Vigilância Sanitária (Sevisa) na unidade, no dia 20 de junho, quando eles descartaram qualquer indício de descumprimento de medidas sanitárias. Todos os casos foram encaminhados para as policlínicas mais próximas das moradias dos alunos e da funcionária, para o devido tratamento médico. A Seduc ressaltou que a direção da unidade já providenciou o reforço da higienização dos espaços da escola e a orientação para que todos façam a higienização das mãos com álcool em gel disponibilizado. Além disso, foram recomendados a lavagem das mãos com água e sabão. Os responsáveis dos alunos também foram orientados sobre as medidas de higiene, que devem ser adotadas na escola e em casa. Tanto a Seduc como o Devig seguem monitorando os casos suspeitos e novas confirmações da doença, para adotar outras medidas, caso seja necessário. Comunicado A direção da UME colocou um aviso em uma das entradas da escola, alertando sobre a doença. Nele, está escrito que a escabiose “é uma doença de pele de fácil contágio, causada por um ácaro chamado Sarcoptesd Scamiel. A transmissão se dá com contato direto com o doente, roupas e roupas de cama”, diz o comunicado. Além disso, ele cita que as áreas de sua preferência são axilas, punhos, barriga, couro cabeludo, palmas das mãos e dos pés. Também falam que o ácaro que transmite a doença é capaz de perfurar e penetrar na pele em questão de minutos levando a uma “coceira intensa”. O comunicado também dá alguns cuidados e dicas para se ter com “sarna humana”. Entre elas, estão lavar as roupas separadamente, ter higiene pessoal, fazer a higienização das mãos periodicamente, entre outros. Outros problemas Além disso, foi observado que a unidade tem alguns problemas de infraestrutura e, por isso, está passando por uma reforma. Em resposta ao atual estado do prédio da escola onde há as aulas, a Seduc destacou que os estudantes estão no local enquanto a sede da UME está sendo reformada. O espaço provisório passou por adaptação para receber os alunos. Eles ressaltaram que todas as salas são climatizadas e que os serviços necessários de manutenção são realizados regularmente, de acordo com a demanda. A Seduc também informou ter sido constatado que a pressão da água que vem da rua, fornecida pela Sabesp, está baixa. As equipes de manutenção da secretaria, junto com funcionários da Prodesan, estão trabalhando para a instalação de uma caixa d´água subterrânea. Além disso, estão instalando uma bomba para normalizar o fornecimento de água na unidade.