[[legacy_image_356987]] As doações de sangue caíram cerca de 40% no hemonúcleo do Hospital Guilherme Álvaro, em Santos. De acordo com a coordenação do local, a queda está relacionada ao aumento de casos de dengue, visto que uma vez que a pessoa foi infectada, deve esperar em torno de um mês para realizar a doação novamente. Em maio, o banco de sangue recebeu somente cerca de 130 bolsas, porém, em um mês, são utilizadas em média 700 bolsas. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme a coordenadora do hemonúcleo, Silvana Biagini, afirma que a situação no local está crítica, pois nesta época, normalmente as doações já são impactadas pelo aumento das doenças virais. Com a epidemia de dengue, ela afirma que o estoque que usualmente é suficiente para 15 dias, agora dura cerca de cinco a sete dias. “O pior cenário fica com os sangues de RH negativo, que não está sendo suficiente nem para três dias”, comenta. O hemonúcleo também é responsável por abastecer os bancos de sangue de todos os hospitais da Baixada Santista. Com a baixa nas doações, Silvana afirma que a unidade tem tido que negar o encaminhamento de bolsas de RH negativo, devido ao estoque limitado. “Estamos fazendo o uso racional do sangue”, afirma a coordenadora. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pessoas que tiveram dengue comum, devem aguardar 30 dias após a recuperação completa para doar novamente. Em casos de dengue hemorrágica, a orientação é aguardar 180 dias. Silvana ainda explica, que pacientes que apresentam uma queda drástica de plaquetas durante o quadro de dengue, necessitam de transfusão de sangue, devido à queda imunológica. Por isso, ela explica que todo esse cenário vem contribuindo para a queda nas doações e o aumento da demanda nos bancos de sangue. “Aqui nós usamos cerca de 700 bolsas por mês. Agora em maio, até o momento recebemos apenas por volta de 130”, comenta Silvana. Ela conta que em janeiro, o hemonúcleo recebeu 926 doadores, em fevereiro 729 e em março 600. Em abril houve um pequeno aumento, com 890 doadores. Quem pode doar?A coordenadora orienta que os doadores devem ter entre 16 e 69 anos, sendo menores de 18 anos somente com autorização dos pais ou responsáveis, e maiores de 60, apenas tendo doado pelo menos uma vez ao longo da vida. Caso o doador tenha sido imunizado recentemente com a vacina da gripo, é necessário aguardar 48 horas, já a da Covid-19, o ideal é esperar 7 dias para doar. “O doador deve estar em boas condições de saúde, vir alimentado e trazer um documento com foto”, orienta Silvana. De acordo com a coordenadora, o atendimento é realizado de segunda a sábado das 8h às 12h30, na Rua Oswaldo Cruz, 197, no bairro Boqueirão. Ela também explica que homens podem doar num intervalo de dois em dois meses, não passando de quatro vezes ao ano. Enquanto isso, as mulheres devem realizar as doações de três em três meses, não ultrapassando três vezes ao ano. “É muito importante que as pessoas não deixem de doar. Quando um familiar ou amigo precisam de transfusão de sangue, eles só recebem, pois alguém doou antes. Em países desenvolvidos as pessoas fazem doação regular, mas aqui isso ainda não é comum. Então venham doar, é rápido e não tem risco nenhum.”, ressalta.